Operadoras de celular devem ajudar a custear atualização dos altímetros para evitar interferência do 5G nos EUA

Aeroporto Internacional de Orlando – Imagem: Orlando International Airport

A Federal Aviation Administration (FAA) deve emitir ainda neste verão uma nova regra que exigirá a atualização dos altímetros por rádio em todas as aeronaves nos Estados Unidos para evitar interferências causadas pelas transmissões da tecnologia 5G. No entanto, as operadoras de celular podem ser responsáveis por ajudar a cobrir os custos dessas atualizações.

A Federal Communications Commission (FCC) planeja iniciar em 2027 o leilão do espectro de rádio na faixa de 3,98 a 4,14 GHz, conhecida como “Upper C-band” para operadoras celulares que pretendem expandir suas redes 5G.

Essa faixa fica próxima da faixa utilizada pelos altímetros, entre 4,2 e 4,4 GHz, gerando risco de interferência que pode afetar sistemas críticos de aviões, segundo a FAA.

Em janeiro, a FAA propôs que cerca de 59 mil altímetros instalados em 41 mil aeronaves sejam atualizados, com custo estimado de pelo menos US$ 4,5 bilhões. A nova regra deverá oficializar essa exigência. A FAA também publicou em 30 de junho uma diretriz sobre interferência do 5G para voos no Canadá.

A FCC realizará votação em 22 de julho para aprovar o leilão da “Upper C-band”!. O projeto aprovado prevê que os vencedores do leilão contribuam financeiramente para subsidiar as atualizações dos altímetros, garantindo a coexistência segura entre as operações de 5G e os equipamentos de navegação aérea.

O problema das interferências com o 5G já foi identificado anteriormente, quando operadoras passaram a utilizar a faixa “Lower C-band” (3,7 a 3,98 GHz). Naquele momento, a FAA emitiu diretrizes para atualizar altímetros e restringir operações em alguns aeroportos. As operadoras também reduziram temporariamente transmissões para evitar interferências.

Porém, essas atualizações não protegem contra interferências na nova faixa “Upper C-band”, que está prestes a ser utilizada.

Inicialmente, a indústria aérea havia resistido à proposta de atualização até 2032, alegando dificuldades para antecipar o prazo. Em março, porém, houve mudança na posição dos operadores, que passaram a acreditar ser possível concluir as modificações até 2029, desde que haja apoio financeiro para cobrir os custos.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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