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Pane em sistema de bagagens forma ‘mar de malas’ em aeroporto londrino

Foto: Stuart Dempster via Twitter

Um problema técnico no sistema de esteiras de bagagens despachadas no Aeroporto de Heathrow, em Londres, gerou revolta nos usuários do local. Uma imensa quantidade de malas empilhadas tomou conta do saguão do aeroporto e viajantes formaram filas gigantes nos balcões das companhias aéreas enquanto aguardavam a liberação do despacho.

O transtorno ocorreu na tarde de sexta-feira, 17 de junho. O sistema, que é informatizado, entrou em pane, o que levou os funcionários do aeroporto e das companhias aéreas a separarem as bagagens uma a uma. A imagem do saguão tomado por malas de todos os tipos e tamanhos gerou revolta nas redes sociais, com passageiros reclamando dos seguidos problemas que têm vivenciado no principal aeroporto do Reino Unido.

De acordo com a rede BBC, alguns passageiros chegaram a decolar sem as malas, enquanto outros perderam voos esperando uma solução. Um porta-voz do Aeroporto de Heathrow disse à imprensa britânica que a situação já foi corrigida. “Houve um problema técnico com o sistema de bagagem do Terminal 2 que já foi resolvido. Os passageiros agora podem fazer o check-in normalmente, mas alguns que partiram do Terminal 2 podem ter viajado sem seus pertences”, disse.

O representante do aeroporto também informou que todas as malas seriam enviadas para os respectivos donos até dois dias depois do problema. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com as companhias aéreas para reunir os passageiros com suas bagagens o mais rápido possível. Lamentamos que tenha havido interrupção nas viagens de passageiros.”

Os usuários do aeroporto de Heathrow, um dos mais movimentados do mundo, assim como os de outros terminais da Europa, têm enfrentado uma série de problemas nas últimas semanas devido a escassez de funcionários de companhias aéreas e do próprio setor aeroportuário. A situação tem gerado um caos aéreo em meio a alta temporada de verão no hemisfério norte.

A indústria foi acusada de não se preparar para a demanda após dois anos de interrupção durante a pandemia do COVID-19. Um fluxo de passageiros acima do esperado encontrou um setor aéreo ainda abalado pelo longo período de demissões e baixos rendimentos.