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Passageira processa empresa aérea “por imprudência dos pilotos” após avião capotar em Toronto

Divulgação – TSB

A Delta Air Lines já está sendo alvo de ao menos dois processos de passageiros que estavam a bordo do jato CRJ que ficou de cabeça para baixo após o pouso em Toronto.

O acidente do dia 17 de fevereiro de 2025 envolveu um Bombardier CRJ-900 da Endeavor Air, subsidiária da Delta Air Lines, que voou de Minneapolis para Toronto, mas devido a um pouso duro no principal aeroporto canadense, o trem de pouso colapsou e a asa bateu no chão, levando a aeronave a girar em torno do próprio eixo.

Dos 76 passageiros e quatro tripulantes a bordo, nenhum ficou ferido gravemente. A título de compensação, a Delta já ofereceu 30 mil dólares para cada passageiro, apenas como forma de desculpas pelo ocorrido, sem que o aceite esteja vinculado a uma ação judicial.

E é exatamente uma ação judicial que foi iniciada nesta sexta-feira, 21 de fevereiro, por ao menos dois passageiros do voo DL-4819. A primeira é movida por Hannah Krebs.

A ação alega que a Delta e a Endeavor Air foram negligentes, que a tripulação falhou em seguir os procedimentos padrão de pouso e que treinamento e supervisão inadequados contribuíram para o acidente.

O processo foi registrado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Minnesota, Divisão de Minneapolis, e busca compensação de acordo com a legislação internacional de aviação (Convenção de Montreal), incluindo indenização por danos físicos e emocionais sofridos no acidente.

De acordo com o tratado de Montreal, o montante de até US$ 200 mil dólares pode ser dado para cada passageiro. Valores acima disso são apenas concedidos baseados em leis nacionais e independem do tratado feito pelos membros da ICAO.

Como ex-navegador da Força Aérea Americana, entendo os desafios que as tripulações enfrentam durante o voo, mas seguir os protocolos estabelecidos é fundamental para garantir a segurança dos passageiros“, afirmou Jim Brauchle, advogado da Motley Rice especializado em aviação, que representa Hannah Krebs. “Esta ação busca responsabilizar a Delta e a Endeavor Air por ações que acreditamos ter levado a um evento catastrófico evitável.

No processo, ao qual o AEROIN obteve acesso, e você pode conferir clicando aqui, os advogados alegam negligência por parte dos pilotos da Endeavor, sem mesmo um relatório preliminar ser divulgado pelos investigadores da TSB do Canadá.

O acidente ocorreu devido à negligência grave e imprudência da tripulação de voo da Delta e/ou Endeavor no voo 4819, em flagrante violação de diversas normas internacionais e dos EUA para a indústria aérea, bem como das regras de voo estabelecidas. Dentre uma extensa lista de erros e omissões, a tripulação do voo 4819 não seguiu os procedimentos mais básicos para a aproximação de pouso no Aeroporto de Toronto, falhou em monitorar adequadamente as condições de voo durante a aproximação e não se comunicou nem reagiu de forma apropriada às condições do voo dentro da cabine. Além disso, a tripulação do voo 4819 recebeu treinamento e supervisão inadequados por parte da Delta e/ou Endeavor e não cumpriu os protocolos mais elementares de gerenciamento de recursos da cabine“, afirma o processo.

Já em outro processo, desta vez movido por um passageiro do Texas, usa também o direito da Convenção de Montreal para solicitar uma indenização à Delta.

Neste caso, obtido pela CBS News, o passageiro afirma que “ficou suspenso de cabeça para baixo e encharcado com combustível de aviação (querosene)” e que esta situação lhe causou “stress emocional severo, além de forte angústia”. O passageiro também teve ferimentos na cabeça, costas, pescoço, rosto e joelhos.

A Delta preferiu não se pronunciar sobre os dois processos em andamento.

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