Passageiro processa companhia aérea após ter cocaína encontrada na bagagem

Foto: Luis David Sanchez via Wikimedia

Um passageiro está processando a companhia aérea Caribbean Airlines após a polícia do aeroporto JFK ter encontrado cocaína na bagagem que ele carregava. Simeon Wilson, 50, acusa a empresa de ter sido negligente e deixado que alguém roubasse sua mala, a arrombasse, colocasse a droga e devolvesse para a companhia aérea.

Quando foi

O caso ocorreu em outubro de 2018, quando o guianês voava de Georgetown, na Guina, para Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde mora. Wilson foi detido por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras no Aeroporto JFK com dois quilos da droga escondida em uma das suas malas.

Em entrevista ao jornal The New York Post, Wilson informou que jamais atuou como “mula” do narcotráfico e que não notou que uma gravata estava amarrada na alça de sua mala quando ela foi resgatada na esteira de bagagem em Nova Iorque. Ele alegou ter dormido durante todo o voo e ainda estava sonolento quando retirou a mala e por isso não percebeu a presença do acessório, que não estava ali durante o embarque diz ele.

Mala adulterada

De acordo com o jornal, cerca de 10 semanas depois do flagrante, os promotores públicos do estado retiraram as acusações sobre Wilson, após atestarem que a mala havia sido adulterada enquanto estava sob a custódia exclusiva da Caribbean Airlines. O posicionamento serviu de base para o processo movida contra a empresa.

No processo, de acordo com o portal Paddle Your Own Kanoo, Wilson informa que nunca havia sido preso e nem mesmo recebido multa de trânsito e que “nunca tocou, manipulou, vendeu ou mesmo viu drogas em sua vida”.

Wilson chegou a ficar preso e foi solto após pagamento de fiança. Ele perdeu o emprego de zelador e alega sofrer constrangimentos na comunidade em que vive no bairro do Queens, em Nova Iorque. Ele também diz que até hoje é constantemente barrado nas alfândegas dos aeroportos porque seu nome está registrado como culpado no sistema, cabendo a ele provar que o caso foi arquivado.

A advogada de Wilson, Amy Robinson, se baseou em um precedente de 2012, quando um passageiro processou a Delta Airlines depois que alguém supostamente inseriu drogas na bolsa que ele a entregou à companhia aérea. Até o momento, a Caribbean Airlines não se manifestou sobre o caso.

Simeon Wilson. IMAGEM: The New York Post
Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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