Passageiros ficam presos em A319 por 7 horas antes de serem resgatados pelos bombeiros do “ar tóxico”

Airbus A319 da British Airways – Imagem: Marvin Mutz

Passageiros de um voo da British Airways entre Londres e Cracóvia viveram momentos de tensão no último domingo, 6 de julho, após serem obrigados a permanecer dentro da aeronave por cerca de sete horas devido a uma falha técnica no sistema de ar condicionado. O incidente terminou com a evacuação forçada por bombeiros, que relataram contaminação no ar da cabine.

A situação ocorreu no voo BA-872, programado para decolar do Aeroporto de Londres – Heathrow por volta das 9h. Segundo relatos dos próprios passageiros, a companhia manteve todos a bordo enquanto técnicos tentavam, sem sucesso, consertar um problema recorrente no sistema de ventilação, que fazia fusíveis queimarem repetidamente.

Alan Adkin, um dos passageiros, compartilhou sua experiência em uma página de reclamações sobre a British Airways nas redes sociais.

“Ficamos sete horas presos no avião. Tudo o que nos ofereceram foram duas garrafinhas de água e uma barra de cereal”, afirmou. Segundo ele, apenas após a intervenção dos bombeiros do aeroporto é que o desembarque foi autorizado. “Eles nos disseram que o ar havia se tornado tóxico. Foi um tratamento terrível e desumano.”

O avião envolvido era um Airbus A319 com cerca de 20 anos de operação. A mesma aeronave já havia registrado um incidente semelhante em setembro de 2024, quando um voo entre Londres e Aberdeen precisou ser desviado para Manchester. Na ocasião, os pilotos usaram máscaras de oxigênio após detectarem fumaça e odor forte na cabine.

Apesar disso, o avião voltou a operar normalmente na manhã seguinte. A British Airways foi procurada para comentar o episódio, mas não respondeu até o momento.

Esse tipo de episódio está relacionado ao sistema conhecido como “bleed air”, comum em aviões comerciais, que utiliza o ar comprimido retirado dos motores para climatizar a cabine. Embora eficaz, esse método pode apresentar falhas quando substâncias como óleo de motor ou fluidos hidráulicos acabam sendo vaporizadas e misturadas ao ar respirado por passageiros e tripulantes.

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Juliano Gianotto
Juliano Gianotto
Com uma paixão pelo mundo aeronáutico, especialmente pela aviação militar, atua no ramo da fotografia profissional há 8 anos. Realizou diversos trabalhos para as Forças Armadas e na cobertura de eventos aéreos, contribuindo para a documentação e promoção desse campo.

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