Passagens aéreas aumentarão de preço no mundo por causa da sustentabilidade, diz KLM

A alta nos preços das passagens aéreas é um fenômeno que tem sido visto em quase todo o mundo, cuja causa reside maiormente no aumento dos combustíveis, somado a uma inflação generalizada, que onera também o setor aéreo. Mas outros fatores devem contribuir para aumentos futuros no preço do bilhete, sendo um deles a necessidade de adoção de medidas em prol do meio ambiente.

A afirmação foi feita por Barry ter Voert, diretor da Air France-KLM para a Europa, ao jornal português Eco. Segundo ele, a pressão sobre as companhias aéreas por medidas pró-meio-ambiente e mais sustentáveis, irá elevar o custo da operação, que naturalmente será repassado ao consumidor.

O combustível sustentável de aviação (SAF) seria o maior ator deste cenário, já que seus custos de produção e distribuição são ainda quatro vezes mais caros do que o querosene comum. Tal disparidade ainda deve durar algum tempo até ser equalizada. Por conta disso, o executivo já deixou claro que “a sustentabilidade vem com um preço, e não é de graça“.

Para ele, no entanto, o aumento não será súbito, mas será sentido aos poucos pelos consumidores, já que atualmente ainda não existe SAF suficiente para toda a indústria. Ainda assim, para o executivo, preço das passagens aéreas pode até duplicar, mesmo com uma produção em larga escala (que será acompanhada por uma demanda igualmente maior).

“Os clientes vão fazer trocas na escolha das companhias aéreas e vão escolher a mais sustentável, mesmo que para isso tenham de pagar um preço mais alto“, defende o executivo, que aposta que sim, as pessoas (em sua maioria) irão pagar a mais para estarem numa companhia mais sustentável (ao menos na Europa).

O SAF ainda não está sendo utilizado de maneira fixa e em larga escala por nenhuma companhia aérea no mundo, mas os testes têm avançado e chegado a cada vez mais empresas. Enquanto isso, os governos têm agido para definir padrões e prazos para a “virada de chave”, a fim de garantir as ambiciosas metas de redução de emissões para os próximos 10, 20 e 30 anos.

Carlos Martins
Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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