Piloto de avião punido após violar quarentena e dormir com aeromoça da companhia rival

Foto de Kiefer. from Frankfurt, Germany, CC BY 2.0, via Wikimedia

Um piloto da companhia aérea taiwanesa China Airlines levou uma punição com três deméritos por violar a quarentena obrigatória em várias ocasiões, além de permitir que uma comissária dormisse em seu apartamento durante o período de quarentena. Taiwan tem apresentado baixos índices de contaminação e mortes pelo vírus, por conta de suas políticas de mobilidade altamente restritivas.

Segundo relata o noticiário Taiwan News, além as punições, o piloto foi afastado indefinidamente, como resultado de uma investigação realizada pela empresa aérea. A conclusão é que ele foi descoberto se aventurando a sair durante a quarentena mandatória, à qual todos os tripulantes se submetem quando retornam de voos do exterior. 

De acordo com um relatório da Mirror Media, em um dos casos, ele entrou em Taiwan em um voo vindo de Frankfurt em 15 de agosto e, de acordo com os regulamentos, deveria começar uma quarentena de cinco dias em casa, seguida por nove dias de auto-monitoramento da saúde.

No entanto, ele foi flagrado convidando muitos amigos para ir a sua casa. Esses convidados incluíam uma comissária de bordo da EVA Air, empresa concorrente da China Airlines, que dormiu em pelo menos uma ocasião em seu apartamento.

As imagens de câmeras de vigilância do edifício onde o piloto mora foram usadas como prova, sob autorização judicial, concedida devido ao fato dele estar infringindo uma lei local. As gravações em vídeo mostram que a comissária também tinha um cartão magnético para entrar e sair do condomínio e que festas eram constantes no apartamento.

Por deixar sua quarentena sem permissão, o piloto enfrenta multas de US$ 3.600 a US$ 36.000 e pode perder seu emprego.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias