Piloto de testes é considerado inocente pelo júri no caso das tragédias do 737 MAX

Um dos principais acusados de complacência nos eventos trágicos envolvendo o Boeing 737 MAX foi inocentado num tribunal dos EUA.

Avião Boeing 737 MAX 7
Imagem: Steve Lynes / CC BY 2.0 via Wikimedia Commons

A acusação era contra Mark Forkner, piloto-chefe de testes da Boeing que, segundo a promotoria, sabia dos problemas com o MCAS e que este sistema não seria apresentado aos futuros pilotos do 737 MAX, mas mesmo assim não teria agido contra essa postura de ocultação de riscos em sua empresa.

Ele foi indiciado em outubro do ano passado pelo Departamento de Justiça dos EUA em seis acusações por suas ações, incluindo mentir durante o processo de certificação da nova aeronave. Ele também foi acusado de ter omitido nos documentos enviados à FAA o que realmente era o MCAS e como ele funcionava, tendo, inclusive, citado que utilizou “Técnicas Jedi” para ludibriar as autoridades.

Segundo um porta-voz da Promotoria do Norte do Texas disse à Reuters, o julgamento chegou ao fim, já que o júri popular decidiu por inocentar o ex-piloto de testes, que tem sido visto como um bode expiatório nesse processo. Familiares de vítimas das tragédias sustenam que o piloto até poderia ter violado procedimentos, mas não era o único e nem principal responsável pelas falhas que se desencadearam nos dois acidentes de 2018 e 2019, que mataram 346 pessoas.

Com o fim deste processo, praticamente esgotaram-se as vias judiciais para achar um responsável pelas falhas no projeto do 737 MAX, já que a Boeing entrou em um acordo bilionário para não ser processada pelos acidentes.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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