
Os pilotos da Lufthansa, principal companhia aérea alemã, convocaram uma greve de 48 horas nos dias 12 e 13 de março, em meio a um conflito crescente envolvendo salários e reformas nas pensões. A paralisação, liderada pelo sindicato Vereinigung Cockpit (VC), inclui também tripulações da subsidiária de voos domésticos Lufthansa CityLine e da Lufthansa Cargo.
Quase todos os voos da Lufthansa estão previstos para serem cancelados durante o período, exceto os destinos ao Oriente Médio, que foram excluídos da greve pelo sindicato.
Esta ação ocorre após uma greve de advertência de um dia em 12 de fevereiro, que resultou no cancelamento de cerca de 800 voos e deixou aproximadamente 130 mil passageiros retidos.
Segundo o presidente do VC, Andreas Pinheiro, o sindicato tentou evitar a escalada, mas a Lufthansa se recusou a retomar negociações. O principal ponto de divergência na Lufthansa principal é a mudança do sistema de pensão, de benefício definido para contribuição definida, o que pode impactar o valor futuro recebido pelos pilotos.
Na Lufthansa CityLine, a disputa gira em torno de salários e condições de trabalho inferiores, já que a subsidiária foi criada para empregar tripulação com remuneração reduzida.
Durante a greve, a Lufthansa tentará minimizar os impactos realocando passageiros em voos de outras companhias do grupo, como Eurowings e Discover, ou em voos partindo de países vizinhos, como Austrian Airlines e SWISS.
A greve afetará os voos de passageiros operados pela Lufthansa principal e Lufthansa Cargo que decolam da Alemanha nos dias 12 e 13 de março, e os voos da Lufthansa CityLine no dia 12. Voos operados por outras subsidiárias não serão impactados.
Embora a Lufthansa ainda não tenha divulgado a quantidade exata de passageiros afetados, estima-se que dezenas de milhares sofrerão com os cancelamentos e atrasos.
De acordo com a regulamentação europeia EU-261, passageiros podem reivindicar compensações em casos de cancelamento com menos de 14 dias de antecedência ou atraso superior a três horas.
Mesmo que a Lufthansa alegue que a greve é uma circunstância extraordinária, os passageiros têm direito a assistência, incluindo alimentação, hospedagem e transporte, e podem recorrer caso seus pedidos de compensação sejam negados.





