Qantas troca Rio por São Paulo em plano de voo sem escalas saindo da Austrália

Foto por Clément Alloing

A companhia aérea de bandeira da Austrália está cada vez mais próxima de voar regularmente para o Brasil, mas trocou o seu projeto de destino. A ideia começou a tomar forma poucos anos atrás, quando a empresa anunciou seu Projeto Sunrise, ou Nascer do Sol.

Este ambicioso Projeto consistia em ligar Sydney e outras cidades da costa leste da Austrália, como Melborune, com importantes metrópoles do mundo, de maneira direta. Para isso seria necessário um avião adaptado, capaz de voar sem escalas por mais de 20 horas, levando um número considerável de passageiros para tornar a rota rentável.

No início, em 2017, foram anunciadas quatro cidades como potenciais destinos: Nova Iorque, Paris, Londres e Rio de Janeiro. Porém, desde então, a capital fluminense foi citada poucas vezes pela empresa e a ideia parecia perder força.

São Paulo toma o lugar

Depois de meses sem falar sobre o Brasil, a empresa hoje recolocou o país em seu discurso, mas trocando o Rio de Janeiro por São Paulo.

Segundo Alan Joyce, o conhecido CEO da Qantas, disse em entrevista ao jornal britânico The Times, serão 238 assentos no A350-1000 (aeronave escolhida para a rota) em quatro classes. Ele ligará Sydney e Melborune sem escalas com Nova Iorque, Paris, Londres, e também outras 5 novas cidades: São Paulo, Frankfurt, Miami, Chicago e Cidade de Cabo.

Esta última já pode ser atendida hoje pelo 787 da companhia ou pelo A350 em configuração normal, mas com redução de número de passageiros. A maior rota do Projeto Sunrise continuará sendo Sydney – Londres, com duração de 20 horas, conforme teste feito pela companhia.

Mais detalhes das rotas não foram divulgados, nem quando começam. De toda forma, fazer um voo direto para a capital carioca ou paulista não será algo prático para uma empresa estreante, que concorrerá com a Emirates, Qatar e Latam, que dominam o mercado entre Brasil e Austrália, com rápidas conexões pelos Emirados Árabes, Catar e Santiago, respectivamente.

Além do voo direto, a australiana deverá ser agressiva em preço e mostrar a que veio, com um serviço diferenciado. Experiência ela tem de sobra, afinal, já são 100 anos de idade.

O primeiro voo do Projeto Sunrise será feito em 2025 com passagens sendo comercializadas no ano anterior. O prazo longo serve para que a Airbus certifique o A350-1000ULR, entregue-o e que todos os testes sejam feitos para garantir um voo seguro e confortável.

Carlos Martins
Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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