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Quantos caças você vê? Camuflagem da FAB gera confusão na internet

A ilusão de ótica causada pelos caças F-5 da Força Aérea Brasileira (FAB) confundiu e intrigou internautas, que viralizaram a imagem.

A foto acima mostra nove caças do Esquadrão Pampa, baseado em Canoas, cidade próxima a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Estes aviões militares estão sobrevoando o Delta do Rio Jacuí, que depois se torna o Rio Guaíba, um dos símbolos da capital gaúcha.

Na foto, é possível ver em destaque a Arena do Grêmio, a Ponte Estaiada e, mais ao fundo, o Aeroporto Internacional Salgado Filho. Porém, entre o rio, estádio, estradas, casas e muito verde, estão os caças Northrop F-5 Tiger II.

Estes aviões de caça são antigos, mas muito capazes, e estavam voando em formação após chegarem do Rio de Janeiro, onde foi realizado o Torneio e Reunião da Aviação de Caça, junto de outros esquadrões, como mostramos aqui.

O que chama atenção nesta foto é que não é nada fácil contar os caças, mesmo eles sobrevoando uma área urbana. São ao todo nove aviões (dez contando o do piloto que tirou a foto), e por voarem muito próximos com uma camuflagem adequada, confundem os olhos mesmo numa imagem parada.

A camuflagem da FAB sempre é motivo de perguntas, já que o céu é azul, mas os aviões tem uma pintura cinza e verde, similar a da floresta. E a ideia é exatamente a da foto: o inimigo de cima ter dificuldade de identificar visualmente os aviões que, por sua vez, tem pintura cinza na parte de baixo, sendo difícil de achar ao olhar para o céu azul.

O caça Gripen NG, por sua vez, terá uma pintura cinza, por ser um vetor mais capaz de interceptação aérea, voando mais alto, de função similar ao Mirage III e 2000, que nunca tiveram pintura “camuflada” em tons “amazônicos” na Força Aérea Brasileira.

Outro motivo é que o caça sueco foi concebido já na era em que o combate além do alcance visual é predominante, algo que ainda estava sendo evoluído quando o F-5 saiu de fábrica, pouco antes da Guerra do Vietnã, quando os mísseis ar-ar ainda não eram tão confiáveis nem para curto, médio ou longo alcance.

Os comentários sobre a foto são dos mais variados, desde pessoas contando menos caças do que têm, até de quem não conseguiu ver avião algum, mostrando quão efetiva é a camuflagem.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A
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