Quatro dezenas de jatos Airbus A330 terão que ir para a oficina mais cedo do que o previsto

Cerca de quarenta Airbus A330 precisarão passar por manutenção porque foi descoberto um defeito de construção na parte traseira da fuselagem. No pior dos casos, isso pode comprometer a segurança da aeronave, embora de acordo com a agência europeia de aviação EASA não haja perigo iminente. 

A informação foi dada pela própria EASA através de uma Diretriz de Aeronavegabilidade (AD) para 39 A330s construídos entre abril de 2017 e setembro de 2021. Isso diz respeito a jatos do modelo A330-200, incluindo quatro de versão militar que estão em uso com a Força Aérea Real Holandesa, e até dois A330-800 da Kuwait Airways.

A AD informa que o trabalho em um anel de vedação na seção traseira da fuselagem foi realizado apenas parcialmente no processo de fabricação. “Se esta situação não for corrigida, a resistência estrutural da aeronave pode ser afetada, possivelmente resultando em um acidente catastrófico”, disse o documento da EASA.

Os reparos devem ser realizados de acordo com um boletim de serviço que a Airbus já preparou em setembro. Os A330-200 devem ser reparados se tiverem completado entre 13.000 e 24.700 pousos e decolagens ou um máximo de 86.100 horas de voo. 

Para os A330-800, aplica-se uma margem entre 17.000 e 24.700 horas de voo, com um limite máximo de até 131.300 horas de voo para as aeronaves mais recentes. Um total de 596 A330-200 e sete A330-800 estão em serviço, de acordo com a Airbus.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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