Radar do maior aeroporto do Zimbábue quebra e torre não sabe onde estão os voos

O aeroporto tem um projeto de ampliação de modernização (Divulgação)

Apesar de ter o maior tráfego aéreo do Zimbábue, o aeroporto da capital Harare não tem um sistema de radar funcionando a pleno. É certo dizer que a quantidade de aviões nos céus locais não chega próximo do que se vê em outras capitais do mundo, ainda assim, trata-se de uma área terminal movimentada para operar sem radar adequado.

Segundo reportou a AFP, a falta de um radar no aeroporto da capital foi levada à discussão por um congressista local, durante uma sessão do parlamento, na última quinta-feira (4).

“Não podemos continuar a operar sem um sistema de radar adequado. É muito perigoso em termos de segurança”, disse Oscar Gorerino, chefe do comitê de orçamento do Parlamento. “É muito perigoso ter um sistema de radar não funcional para uma nação”, concluiu.

A situação tem se deteriorado. Há meses, o aeroporto espera colocar em prática um plano de modernização que deverá aumentar o nível de serviço e a capacidade do terminal (foto acima), assim como implementar um novo sistema de radar.

Um contrato foi assinado entre o governo local e a China Harbor Equipment Company para atualizar o radar, mas falta dinheiro para executá-lo. Enquanto o novo radar custará US$ 3,4 milhões, o país diz que tem orçamento para US$ 1,5 milhão.

Por outro lado, o Banco de Exportação e Importação da China liberou uma linha de empréstimo ao Zimbábue no montante de US$ 153 milhões para modernizar o aeroporto, incluindo a substituição do antigo sistema de radar. Na audiência no parlamento, no entanto, ninguém soube informar o que aconteceu com o restante do empréstimo, nem indicou quando o radar quebrou.

Em face à falta de informações, o parlamentar indagou: “Por que está demorando tanto para que isso seja resolvido?”

A título de curiosidade, levantamos junto aos sistemas da CIRIUM a malha aérea partindo de Harare e verificamos que ela se conecta, basicamente, a outros países africanos. Além desses voos, há outros tantos em missões humanitárias e de carga aérea que não aparecer no mapa abaixo. Todos esses voos são sujeitos às limitações operacionais supracitadas.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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