Real Aviation investiu R$ 5,2 milhões para a operação 100% elétrica no Aeroporto de Confins

Imagem: Real Aviation

A Real Aviation, empresa brasileira de ground handling (serviços auxiliares de solo), iniciou na última terça-feira (28) operação 100% elétrica no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, em uma iniciativa com a concessionária BH Airport e a companhia aérea Latam.

Como apresentado previamente pelo AEROIN, o investimento total conjunto do projeto é de cerca de R$ 30 milhões, dos quais R$ 5,2 milhões são por parte da Real Aviation, para sete equipamentos (um rebocador, seis tratores e duas esteiras), tornando-se a primeira empresa do setor na América Latina a operar com veículos elétricos. Só no primeiro dia, 10 voos foram atendidos em Confins sem emissão de gases poluentes.

Neste investimento inicial, a Real Aviation, em contrato exclusivo com a Latam, irá atender 50% dos voos diários da empresa em Confins com a nova tecnologia. Até o final de 2023, a intenção é ampliar a operação para 100%.

Rebocador elétrico – Imagem: Real Aviation
Rebocador elétrico – Imagem: Real Aviation
Esteira elétrica – Imagem: Real Aviation
Trator elétrico – Imagem: Real Aviation

“Estamos aguardando a chegada de novos equipamentos, o que não é uma tarefa fácil de importação, com prazos que chegam a quatro meses. Por isso, também fizemos um desenvolvimento de equipamentos junto à startup brasileira YAK, de Santa Catarina, criando modelos inovadores em tecnologia”, afirma Adriano Bruno, CEO da Real Aviation.

Até o final deste ano, a empresa receberá mais quatro esteiras elétricas e cinco tratores elétricos. A operação para a recarga de água e retirada de dejetos das aeronaves também já é feita no modal elétrico.

Os rebocadores têm autonomia de 30 operações por recarga debaterias e as esteiras podem funcionar oito horas ininterruptamente sem recarga. Com baterias de lítio, elas demoram apenas duas horas para a recarga completa.

“Se necessário, conseguimos fazer uma recarga parcial para atender operações extras”, afirma Adriano. A operação elétrica irá reduzir em 70% os gastos mensais da empresa, em comparação ao consumo de diesel.  “Nossa aposta é ampliar as operações nos demais aeroportos, rumo à sustentabilidade”, afirma Adriano.

A BH Airport investiu R$ 26 milhões na construção de uma subestação elétrica e de pontos para recarga para iniciar a operação sustentável, que deve ser estendida para outras companhias. A Latam pretende ter a operação 100% elétrica em Confins até 2023 e pretende levá-la para o aeroporto de Brasília nos próximos anos.

Nesta primeira iniciativa em Confins, com a substituição dos veículos a diesel, a LATAM deixará de emitir 114 toneladas de CO2 nos próximos 12 meses.

Informações da Assessoria de Imprensa da Real Aviation

Murilo Basseto
Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e com Pós-Graduação em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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