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Receita da Azul aumenta 100% no 3º trimestre, mas prejuízo ainda é de R$ 1,2 bilhão

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A Azul Linhas Aéreas divulgou hoje seus resultados financeiros e operacionais referentes ao terceiro trimestre de 2020 (3T20), apresentando importante aumento de receitas em relação ao trimestre anterior, porém ainda um forte prejuízo líquido.

No 3T20, a Azul registrou uma receita líquida de R$805,3 milhões, um aumento de 100,5% comparado com a receita líquida de R$401,6 milhões do 2T20, demonstrando a forte retomada das viagens aéreas. Em relação ao mesmo período do ano passado, entretanto, a receita ainda se reduz em 73,4%, devido ao impacto da pandemia de COVID-19 na demanda de passageiros.

Apesar do crescimento de receita, o prejuízo operacional ainda foi de R$247,7 milhões no 3T20, representando uma margem negativa de 30,8%. Excluindo ganhos não-recorrentes, o prejuízo operacional ajustado totalizou R$671,8 milhões.

Como consequência, o prejuízo líquido do trimestre, excluindo variação cambial e marcação a mercado, foi de R$1,2 bilhão.

A Azul informa que implementou com sucesso seu plano de retomada, gerando uma economia de caixa e capital de giro de R$8,4 bilhões entre março 2020 e dezembro 2021, excluindo redução de custos decorrente da redução de capacidade, acima da expectativa inicial de R$7 bilhões.

A liquidez imediata totalizou R$2,30 bilhões, comparado com R$2,25 bilhões no fim do último trimestre. Esse valor não considera os recursos recentemente captados com a oferta de emissão de debêntures conversíveis de R$1,7 bilhão. A liquidez total da Azul foi de R$6,9 bilhões, incluindo investimentos de longo prazo, ativos disponíveis e reservas de manutenção.

Houve redução de 7,5% no passivo de arrendamento em relação ao 2T20, totalizando R$12,8 bilhões, como resultado de negociações de diferimento de pagamentos, descontos, e termos contratuais.

Como a recuperação da demanda doméstica no Brasil continua sendo uma das mais aceleradas do mundo, em setembro, a capacidade doméstica da Azul representou 49% em relação ao mesmo período do ano passado, e até dezembro, a Companhia espera que supere 80%.

Até o final desse ano, a Azul planeja voltar a voar para 113 dos 116 destinos servidos no início de 2020, uma recuperação de 97% da malha em termos de cidades atendidas.

A Azul Cargo Express apresentou um crescimento de 40% nas vendas brutas do 3T20 comparado com o 3T19. Além disso, quatro aeronaves de passageiros Embraer E195 E1 foram convertidas para cargueiros, aumentando ainda mais o alcance e o portfólio das nossas soluções de logística.

O acordo de codeshare com a Latam Airlines está operando com 151 rotas combinadas e sem escalas. Um dos maiores do mundo, este acordo tem proporcionado conectividade e agilidade incomparáveis ao mercado interno brasileiro.

Mensagem

Junto à divulgação dos resultados, John Rodgerson, CEO da Azul, deixou uma mensagem sobre o momento da companhia:

“Como de costume, eu gostaria de começar agradecendo aos nossos tripulantes por todos os esforços durante este trimestre. Ao relembrar o notável progresso que fizemos desde o início da pandemia, não poderia estar mais orgulhoso da perseverança e do foco de nossa equipe.

Juntos, implementamos com sucesso nosso Plano de Retomada, garantimos nossa liquidez de longo prazo, aceleramos a reconstrução da nossa malha, e nos colocamos em uma posição de destaque à medida em que saímos desta crise.

Nos últimos seis meses, a Azul foi a única companhia aérea das Américas a manter sua liquidez sem levantar caixa. Encerramos o mês de setembro com um total de caixa, equivalentes de caixa, aplicações financeiras de curto prazo e contas a receber de R$2,30 bilhões, ante R$2,25 bilhões ao final do segundo trimestre. Esse aumento de caixa representa uma melhora significativa em relação à queima diária de caixa de R$3 milhões originalmente esperada.

Recentemente, melhoramos ainda mais a nossa liquidez com a bem-sucedida emissão de mais de R$1,7 bilhão em debêntures conversíveis. Adicionando os recursos desta oferta ao nosso saldo de caixa no final do trimestre, e considerando os nossos níveis atuais de consumo de caixa, conseguimos suportar a nossa operação por mais de 5 anos.

Essa robusta posição de liquidez garantirá a nossa perenidade e impulsionará nosso crescimento, à medida em que retomamos 100% da nossa capacidade, também sendo fundamental para expandir nossas atividades logísticas e explorar outras oportunidades estratégicas.

Do lado da capacidade, tivemos um progresso significativo durante o trimestre. A saúde e segurança de nossos passageiros é nossa prioridade número um, e essa percepção dos clientes têm contribuído para a recuperação da demanda doméstica do Brasil, uma das mais rápidas do mundo. Continuamos fiéis à nossa estratégia de malha, sendo a única companhia aérea em 76% das rotas em que voamos.

Além disso, nossa frota diversificada nos dá uma flexibilidade única para adequar rapidamente a capacidade à demanda. Esses fatores nos dão confiança em nossa trajetória de crescimento, e até o final deste ano, esperamos operar mais de 80% da capacidade doméstica do ano passado.

Em termos de malha, até dezembro, estaremos voando para 113 destinos, uma recuperação quase completa em comparação aos 116 destinos atendidos antes da crise.

Desde quando fundamos a Azul, há doze anos, nosso ritmo de crescimento foi recorde. Agora, à medida em que retomamos nossas operações, estamos explorando oportunidades para reconstruir a companhia de forma mais eficiente, com menos despesas, e aproveitando as mudanças estruturais do setor.

Por exemplo, ante a necessidade de preservar as aeronaves durante o pico da pandemia e depois prepará-las para a retomada, aceleramos a internalização de várias atividades em nosso hangar de manutenção em Campinas. Os clientes também buscaram mais opções de autoatendimento em suas viagens, o que nos permitiu investir em tecnologia, aumentando a produtividade.

A Azul Cargo Express, nosso negócio de logística, continuou crescendo em ritmo acelerado, batendo recordes de receita todos os meses. Durante o terceiro trimestre, as vendas brutas da Azul Cargo cresceram 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esse crescimento foi impulsionado pela ampla expansão em todos os segmentos do mercado de cargas, mas principalmente do e-commerce. Concluímos a conversão de quatro aeronaves de passageiros Embraer E195 E1 para cargueiros, e esperamos uma forte demanda do mercado por este produto exclusivo.

Nossa malha diversificada, combinada com nossos ativos dedicados, nos dão uma vantagem competitiva inigualável no setor de logística.

Olhando para o futuro, estamos muito confiantes em nosso modelo de negócios, posição de liderança e vantagens competitivas. Com nosso Plano de Retomada implementado, nosso foco agora é na recuperação da demanda.

Esta crise nos deu a capacidade de reavaliar a Azul em todos os níveis, e nossos esforços bem-sucedidos para aumentar a liquidez, reconstruir nossa malha e reduzir custos nos permitiram nos tornar mais eficientes do que nunca.”

Informações da Azul Linhas Aéreas

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