
O Jumbo que servirá de aeronave presidencial tampão do governo americano teve um custo de centenas de milhões de dólares para ser adaptado às necessidades da Casa Branca.
A aeronave Boeing 747-8i, que saiu de fábrica já para o serviço VIP e com a designação BBJ (Boeing Business Jet), foi doada no ano passado pelo Catar ao governo americano, em um gesto de aceno a Donald Trump, que tinha acabado de retornar ao poder.
Desde então, a aeronave tem sido alvo de controvérsias, já que, além de um possível tráfico de influência, os gastos para operar mais um Jumbo, além dos dois 747-200 em operação atualmente como Air Force One e dos dois novos substitutos a caminho, seriam muito altos, o que acabou se confirmando.
O Assistente do Secretário da Força Aérea Americana (USAF), William Bailey, testemunhou no Comitê das Forças Armadas no Congresso americano e informou que as modificações no Jumbo, agora designado VC-25B, totalizaram a cifra de US$ 400 milhões, valor equivalente ao preço de mercado de um 747 civil do mesmo modelo, como aponta a Bloomberg.
O Jumbo agora está passando pelo processo de pintura, quando receberá o novo esquema de cores elaborado pelo próprio Donald Trump. A expectativa é que a aeronave fique pronta até 4 de julho, quando serão celebrados os 250 anos da independência americana. Este 747 ficará no serviço presidencial até meados de 2028, quando chegarão os VC-25B encomendados originalmente da Boeing e que estão atrasados.
Após a saída do serviço presidencial, é esperado que o Jumbo funcione como avião de treinamento para a USAF, assim como vire fonte de peças para a frota militar de 747-8.





