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Segue a novela: South African é processada após ser vendida por apenas 3 dólares

Avião Airbus A330-300 South African Airways SAA
Imagem: Aero Icarus / CC BY-NC-SA via Wikimedia Commons

A novela da South African Airways (SAA) parece ter um capítulo novo por dia sem um fim a vista.  Agora, o governo da África do Sul e a antiga companhia aérea nacional estão sendo processados ​​por uma pequena empresa de investimentos que quer anular a venda da participação majoritária na transportadora, no início deste ano.

Segundo informações apuradas pela Bloomberg, a Toto Investment Holdings Pty Ltd, entrou com uma ação judicial no Tribunal Superior da Cidade do Cabo contra a venda da companhia. Segundo a reclamante, a aquisição de 51% da South African Airways pelo Takatso Consortium – formado por uma empresa de aluguel de jatos e uma empresa de private equity – por apenas US$ 3 foi “ilegal e constitucionalmente inválido”.

Para o presidente e fundador da Toto, Bongani Gigaba , a transação foi “envolta em sigilo” e “não justa, equitativa, competitiva ou econômica”. O executivo também reclama que sua empresa foi injustamente excluída do acordo. “Toto foi vítima direta do processo ilegal e secreto”, disse à agência.

O Departamento de Empresas Públicas do Governo Sul-africano (DPE, na sigla em inglês) está estudando os documentos do tribunal e se oporá ao pedido, disse um porta-voz do setor. SAA e Takatso já encaminharam questões ao DPE. O Tesouro Nacional não quis comentar.

Crise

Após uma reorganização substancial que reduziu o número de funcionários em quase 80%, o ministro das Empresas Públicas da África do Sul, Pravin Gordhan, iniciou um processo de venda que acabou levando ao acordo com a Takatso, formada pela Global Airways, proprietária da companhia aérea doméstica Lift, e a empresa de private equity Harith Sócios Gerais.

A Toto, da qual Gigaba é o única acionista, chegou a apresentar uma manifestação de interesse na SAA, mas o pedido foi indeferido em poucos dias, conforme os documentos. O governo disse que tinha vários compradores interessados ​​nos meses que antecederam o anúncio da venda da Takatso, mas nunca os identificou.

A SAA então voltou a voar para nove destinos domésticos e internacionais com uma frota de seis jatos Airbus.