Tripulantes de voo brasileiros perdem acesso às salas VIP da Mastercard e LoungeKey

Uma mudança na política de acesso às salas VIP dos aeroportos tem irritado os tripulantes e funcionários de companhias aérea no Brasil usuários dos serviços do Banco Inter.

Imagem ilustrativa – Fonte: JetBlue

A mudança na política dos cartões do Banco Inter veio num contexto em que o número de viajantes acessando as salas VIP tem aumentado, resultando em filas e lounges cheios. Nos últimos tempos também se tornaram conhecidos casos de passageiros reclamando da presença de tripulantes nos lounges, inclusive com alguns destes protestando em redes sociais, achando que os funcionários estão ali por cortesia, quando não é a realidade na maioria dos casos.

Por sempre estarem entre aeroportos, seja para assumir um voo a trabalho, viajando a serviço ou estando de reserva para serem acionados, os tripulantes naturalmente procuram lugares mais confortáveis durante a sua estada nos terminais. Por isso, muitos deles fazem assinaturas de programas como LoungeKey ou PriorityPass, ou têm cartões de crédito que dão acesso à esses lounges. Além disso, alguns têm status em companhias aéreas que lhe dão o acesso às salas VIP.

Nesse contexto, o mineiro Banco Inter tem sido criticado por uma mudança de política, mesmo após ter dado acesso à muita gente. Isso porque a instituição financeira promoveu a assinatura do programa DuoGourmet, que dá um prato gratuito em vários restaurantes, e permite ter o cartão Mastercard Black.

Até final de agosto, quem entrasse no DuoGourmet ganhava o cartão e, com isso, teria acesso às salas VIP da Mastercard e do LoungeKey gratuitamente. Entretanto, a procura foi alta e quem aderiu o programa de setembro em diante acabou vendo o benefício ser diminuído para 6 acessos aos lounges por ano. Passada essa utilização, seriam cobrados $32 dólares (R$170) por acesso.

Outro ponto é que o Inter começou a dificultar o acesso, pedindo para que os clientes enviassem o cartão de embarque para o banco, comprovando que estavam em viagem. Não apenas isso, agora veio outra restrição.

Segundo os novos termos de adesão ao Mastercard Black, os “funcionários de companhias aéreas, aeroportos e outros funcionários do setor de viagens que viajam a trabalho ou com passagens de tarifa reduzida não se qualificam para acesso ao Programa, e a LoungeKey tem o direito de recusar a associação ao Programa de pessoas que são empregadas ou contratadas de uma companhia aérea, aeroporto ou governo em relação à segurança do aeroporto ou da companhia aérea”.

Com isso, os tripulantes e todos os outros funcionários das empresas aéreas não poderão usar os lounges quando estão viajando, na maioria dos casos. Isto causou revolta e alguns tripulantes falaram ao AEROIN que irão processar o Banco Inter, a Mastercard e a LoungeKey pela mudança de políticas.

Não está claro ainda se a política afeta quem já tem o acesso e se quem assina o LoungeKey de maneira separada ou tem cartões Black da Mastercard de outros bancos também serão afetados. Até o momento, a VISA e a sua parceira DragonPass, não adotaram uma política com os tripulantes que tem o Visa Infinite.

Carlos Martins
Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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