Turbulência na TAP após ex-Executiva receber $500.000 e depois ser contratada em órgão público

Imagem: João Carlos Medau / CC BY 2.0, via Wikimedia

Desde o final do ano passado, a TAP Air Portugal aparece de novo no noticiário português envolvida em uma enorme polêmica. O caso envolve Alexandra Reis, ex-Conselheira da empresa aérea que recebeu € 500.000 em indenização por em cessar suas funções como membro do conselho em fevereiro passado. Meses depois, ela assumiria o Departamento do Tesouro.

Diante da péssima repercussão, os partidos de oposição exigiram não apenas que o dinheiro seja devolvido à companhia aérea, que é 72,5% estatal, mas que a empresa ainda seja investigada.

Enquanto isso, os sucessivos escândalos envolvendo a empresa aérea, incluindo a compra de carros importados para os executivos, as dificuldades para avançar no processo de privatização, entre outros, renderam a renúncia do ex-ministro da infraestrutura Pedro Nuno Santos, no final de dezembro. Em sua fala final, Santos atribuiu a renúncia aos desgastes gerados na companhia aérea e à percepção pública de tudo o que vinha sendo noticiado.

A TAP está atualmente em reestruturação como condição para receber um resgate de € 3,2 bilhões (US$ 3,4 bilhões) aprovado por Bruxelas, envolvendo redução de frota e milhares de cortes de empregos e salários. Os tripulantes de cabine entraram em greve por dois dias no mês passado para exigir melhores salários e condições de trabalho. Enquanto isso, a empresa contratou uma consultoria para ajudá-la em seu processo de privatização.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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