
O conselho da Air Mauritius deve encaminhar os resultados de uma investigação forense independente, conduzida pela empresa Kroll, para a Comissão de Crimes Financeiros (FCC) da ilha e para a polícia local, informou a companhia aérea.
Segundo o CH-Aviation, a decisão foi tomada após a revisão do relatório realizado pela Kroll nos dias 25 e 29 de junho, que analisou a venda de cinco aeronaves durante o processo de administração voluntária da empresa entre 2020 e 2021. As aeronaves envolvidas foram dois Airbus A340-300, dois A319-100 e um A330-200.
Além disso, a investigação avaliou o contrato de leasing de duas aeronaves A330-200 em 2022 e o pedido de mais um A350-900 em 2023.
A Air Mauritius declarou que o conselho avaliou os achados com a “máxima seriedade” e decidiu tomar “todas as medidas necessárias para proteger os interesses da empresa”. Entre as ações possíveis estão o encaminhamento das questões relevantes à FCC e à polícia, a busca por medidas civis cabíveis e a instauração de processos disciplinares conforme a legislação vigente.
A companhia não divulgou detalhes dos resultados da Kroll nem identificou pessoas envolvidas. A investigação foi iniciada em março de 2025 como parte de uma análise mais ampla das decisões relacionadas à frota tomadas durante a administração voluntária da empresa entre abril de 2020 e setembro de 2021.
A Kroll teve a tarefa de avaliar se a venda das aeronaves foi economicamente justificada, analisar possíveis conflitos de interesse ou falhas na governança referentes ao leasing dos A330-200 em 2022, e verificar se o pedido dos A350-900 em 2023 estava alinhado à estratégia da empresa para frota e rotas.
No ano passado, a companhia também abriu uma investigação interna separada sobre falhas de manutenção que causaram danos severos a um motor, resultando em prejuízo estimado em US$ 8,45 milhões.
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