
A Airbus tem programado sua produção de jatos para atender à realidade atual de entregas de motores e não irá forçar a sua fábrica além do que os fornecedores podem entregar.
O CEO da Airbus, Guillaume Faury, destacou durante a divulgação de resultados do 3º trimestre de 2026 que a fabricante europeia acompanha de perto a questão das entregas dos motores.
“Os motores ditarão o ritmo para 2027. É uma soma da Pratt & Whitney e da CFM. Não temos mudanças em comparação ao que planejamos anteriormente e estamos consistentes com o plano que divulgamos durante o show aéreo de Farnborough em julho”, afirmou Faury, apontando para as entregas dos motores PW1000G e CFM LEAP, respectivamente.
Durante os últimos anos no pós-pandemia, foi comum ver uma fila de aeronaves da Airbus e da Boeing paradas nas fábricas, sem motores, o que as tornou temporariamente planadores, que são aviões que voam sem motores durante a maior parte do voo ou durante ele por completo, embora estes jatos comerciais nunca tenham voado sem ter um motor instalado.
“Não muda o fato de que, se conseguíssemos mais motores, nos prepararíamos para mais aeronaves entregues, mas nos adaptamos ao fato de que o número de aviões produzidos está de acordo com o número de motores que devemos receber. Em outras palavras, não estamos produzindo planadores projetando que vamos receber mais motores sem ter garantia”, conclui o CEO.
Hoje a meta da Airbus é chegar ao final de 2026 com 12 jatos da família A320neo sendo produzidos por mês, em média.





