
A concessionária espanhola Aena vai apresentar oficialmente, em coletiva de imprensa marcada para a próxima terça-feira, dia 13 de outubro, seus planos para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro–Galeão.
O evento contará com a presença de autoridades como o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, além de Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil.
A apresentação ocorre apenas uma semana após a Aena assumir oficialmente o controle do Galeão, concluindo a compra das ações da concessionária no último dia 6 de outubro. A companhia venceu, em março de 2026, o leilão de venda assistida com uma proposta de R$ 2,9 bilhões e garantiu a concessão do aeroporto até 2039, marcando também a saída definitiva da Infraero do quadro societário.
Com a integração do Galeão à sua rede, a Aena passa a operar 18 aeroportos no Brasil, incluindo Congonhas (SP) e vários terminais no Nordeste. Juntos, esses ativos somam uma movimentação superior a 63 milhões de passageiros anualmente. O Galeão, por sua vez, é considerado uma das principais portas de entrada do país, em 2025, o terminal movimentou 17,8 milhões de passageiros, sendo 5,7 milhões em voos internacionais, e processou cerca de 68 mil toneladas de carga aérea.
Entre as prioridades já anunciadas, a Aena pretende focar em ganhos de eficiência operacional, melhorias na experiência dos passageiros, fortalecimento do transporte de cargas e expansão da conectividade nacional e internacional do Rio de Janeiro.
O objetivo é alavancar a capacidade ociosa do aeroporto e posicioná-lo como referência para voos internacionais, setor em que o Galeão ainda pode crescer no cenário pós-pandemia.
A chegada da Aena também abre espaço para possíveis sinergias com outros terminais da sua rede no Brasil, o que pode favorecer a coordenação de operações e estratégias comerciais. Contudo, o sucesso desse novo ciclo dependerá do trabalho da gestora, do interesse das companhias aéreas e das condições do mercado.
O contrato de concessão prevê que a Aena pague à União uma contribuição variável de 20% do faturamento bruto anual até o término da gestão, em 2039.
