
Ao menos sete voos intraeuropeus foram alvos de alertas de bomba nesta terça-feira, 3 de novembro, causando caos em vários aeroportos no continente.
O primeiro caso foi com o voo LO286, operado por um Boeing 737 MAX 8 da LOT Polish Airlines, de Londres-Heathrow para o Aeroporto Chopin, em Varsóvia. A ameaça foi recebida com o jato ainda em voo, e o 737 foi desviado para o Aeroporto de Modlin, também na capital polonesa.
Logo após, um voo da SAS de Copenhague também para Varsóvia recebeu a ameaça de bomba, mas a aeronave pousou no Aeroporto de Chopin em segurança.
Na parte sul do continente europeu, a Itália foi afetada com três voos recebendo ameaça: dois com destino a Roma, partindo de Lisboa e Dublin, e um do Aeroporto de Bergamo, na Itália, para Sofia, na Bulgária. Todos estes voos eram operados pela Ryanair.
Um quarto voo também da Ryanair sofreu uma ameaça de bomba a bordo enquanto voava de Manchester, na Inglaterra, para Múrcia, na Espanha. Neste caso, os passageiros foram desembarcados da aeronave ainda na pista e com o 737 MAX 200 com os reversores abertos, como mostra o vídeo abaixo:
Passageiros do voo da Ryanair proveniente de Manchester, no Reino Unido, para Múrcia, na Espanha, tiveram de desembarcar ainda na pista após uma denúncia de bomba a bordo. Felizmente, nada foi encontrado a bordo, mas o susto e o contratempo devem ter sido grandes. https://t.co/B3GSYoatCc
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) November 3, 2026
O sétimo caso também envolveu a Ryanair, num voo de Dublin para Sofia, sendo o caso confirmado posteriormente pelas autoridades búlgaras. Como após uma ameaça de bomba é necessário fazer uma vasta inspeção na aeronave, boa parte dos aeroportos onde estes voos pousaram tiveram as operações interrompidas por algumas horas após o pouso dos aviões ameaçados.
Informações preliminares dão conta de que todas as sete ameaças foram feitas por e-mail e, dado que a maioria dos voos estava com destino ao leste europeu, surgiu a suspeita de uma ação coordenada por um grupo de origem russa, dado o vasto histórico de atentados contra a aviação civil por parte do país invasor da Ucrânia.
Até o momento, as autoridades búlgaras, italianas e polonesas estão realizando investigações separadas sobre os voos, mas já se analisa se de fato foi uma ação coordenada ou mera coincidência.





