
A Airbus divulgou nesta quarta-feira os resultados financeiros consolidados do primeiro semestre de 2026, registrando crescimento de dois dígitos na receita e nas entregas de aeronaves comerciais, além de um forte desempenho da divisão de Defesa e Espaço. A fabricante europeia também manteve suas projeções para o restante do ano, incluindo a meta de entregar cerca de 870 aviões comerciais até o fim de 2026.
Segundo a empresa, a receita consolidada alcançou € 33,2 bilhões no primeiro semestre, um aumento de 12% em relação aos € 29,6 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
O CEO da Airbus, Guillaume Faury, afirmou que os resultados refletem principalmente o maior volume de entregas de aeronaves comerciais e o desempenho sólido da divisão de Defesa e Espaço, mesmo diante de um ambiente global considerado complexo e em rápida transformação.
“Estamos ampliando a produção em todos os nossos negócios para atender à crescente demanda por nossas soluções civis e militares. Nosso foco na execução consistente está gerando resultados, como demonstrado pelo forte desempenho das entregas no segundo trimestre, o que reforça nossa confiança para os próximos anos“, afirmou o executivo.
No primeiro semestre, a Airbus recebeu 886 pedidos brutos de aeronaves comerciais. Após cancelamentos, foram contabilizadas 821 encomendas líquidas, mais que o dobro das 402 registradas no mesmo período do ano passado. Com isso, a carteira de pedidos da fabricante atingiu 9.222 aeronaves comerciais ao fim de junho de 2026.
As entregas também cresceram de forma significativa. Entre janeiro e junho, a Airbus entregou 351 aeronaves comerciais, contra 306 no primeiro semestre de 2025. O total foi composto por 44 jatos A220, 271 aeronaves da família A320, 10 aviões A330 e 26 aeronaves A350XWB.
A receita da divisão de aeronaves comerciais avançou 15%, chegando a € 23,9 bilhões, impulsionada pelo maior número de entregas e pelo crescimento dos serviços prestados aos clientes. Segundo a empresa, parte desse avanço foi compensada pela desvalorização do dólar norte-americano frente ao euro em comparação com o primeiro semestre do ano anterior.
Na divisão Airbus Helicopters, foram entregues 144 helicópteros, seis unidades a mais que no mesmo período de 2025, enquanto a receita permaneceu praticamente estável em € 3,7 bilhões. Já a divisão Airbus Defence and Space registrou receita de € 6,3 bilhões, alta de 9% na comparação anual, impulsionada pelo aumento do volume de negócios em todas as unidades.
Além dos resultados financeiros, a Airbus reafirmou seus planos de expansão da produção. A empresa mantém a meta de elevar a fabricação do A220 para 13 aeronaves por mês em 2028. Para a família A320, continua prevista uma produção entre 70 e 75 aeronaves mensais até o final de 2027, estabilizando-se em 75 unidades por mês posteriormente. Já os programas A330 e A350 seguem com metas de produção de cinco e 12 aeronaves mensais, respectivamente, em 2029 e 2028.
Para suas projeções de 2026, a Airbus considera que não haverá novas interrupções significativas no comércio global, na economia mundial, no tráfego aéreo, na cadeia de suprimentos, em suas operações internas ou na capacidade de entregar produtos e serviços. A empresa também informou que suas estimativas já incluem os impactos das tarifas atualmente em vigor e desconsideram eventuais fusões e aquisições.
Com esse cenário, a fabricante mantém como objetivos para 2026 a entrega de aproximadamente 870 aeronaves comerciais, um EBIT ajustado de cerca de € 7,5 bilhões e um fluxo de caixa livre antes do financiamento aos clientes de aproximadamente € 4,5 bilhões.





