
A Boeing divulgou nesta quarta-feira (22) seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2026, com receita de US$ 22,2 bilhões, impulsionada principalmente pelo aumento nas entregas de aeronaves comerciais.
No período, a companhia registrou prejuízo por ação de US$ 0,11, segundo os padrões contábeis GAAP, e perda ajustada de US$ 0,20 por ação. O fluxo de caixa operacional ficou negativo em US$ 200 milhões, enquanto o fluxo de caixa livre também apresentou resultado negativo de US$ 1,5 bilhão.
Apesar dos números ainda pressionados, a empresa destacou evolução no desempenho operacional e crescimento da carteira de pedidos, que atingiu um recorde de US$ 695 bilhões, incluindo mais de 6.100 aviões comerciais encomendados ainda não entregues.
Em comunicado, o presidente e CEO da Boeing, Kelly Ortberg, afirmou que a empresa iniciou o ano com impulso positivo. “Estamos construindo sobre nosso momento com um início forte do ano e ampliando nossa carteira recorde em todos os segmentos, enquanto apoiamos nossos clientes com missões inspiradoras como o Artemis II”, disse. Ele acrescentou que a companhia segue focada em segurança e qualidade, além de ampliar a produção para cumprir compromissos com clientes.
A divisão de aviões comerciais registrou receita de US$ 9,2 bilhões no trimestre, com margem operacional negativa de 6,1%, refletindo o aumento no volume de entregas.
O programa do Boeing 737 manteve ritmo de produção de 42 aeronaves por mês. Durante o trimestre, o modelo 737 MAX 10 avançou na fase final de certificação, enquanto a empresa projeta a certificação dos modelos MAX 7 e MAX 10 ainda em 2026, com primeiras entregas previstas para 2027.
Já o Boeing 787 seguiu com estabilização da produção em oito unidades mensais. A empresa também obteve certificação da Federal Aviation Administration para aumento do peso máximo de decolagem das versões 787-9 e 787-10, ampliando a capacidade operacional dessas aeronaves.
No segmento de aeronaves de maior porte, o programa do Boeing 777X avançou no processo de certificação do modelo 777-9, com autorização da FAA para iniciar uma nova fase de testes em voo. A expectativa da fabricante é realizar a primeira entrega em 2027.
No trimestre, a divisão comercial registrou 140 pedidos líquidos, incluindo encomendas de aeronaves 737 e 787 por clientes como Delta Air Lines, Air India e Aviation Capital Group. Ao todo, foram entregues 143 aviões no período, consolidando uma carteira avaliada em US$ 576 bilhões apenas para a aviação comercial.
