
O voo procedente de Alexandria, nos Estados Unidos, que chegou ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), por volta das 22h50 da sexta-feira, dia 9 de outubro, trouxe 144 pessoas brasileiras deportadas, reporta o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
Do total de passageiros, 133 eram homens e 11 mulheres. A maior parte tinha entre 30 a 39. Após os procedimentos iniciais, 14 pessoas optaram por seguir por conta própria ainda no aeroporto. O restante das pessoas seguiu para a estrutura de atendimento temporário, montada pelo governo em um hotel para recepção dos deportados.
A recepção inclui a identificação de demandas imediatas, assistência em saúde, apoio psicossocial e orientações sobre o acesso a serviços públicos e o deslocamento aos municípios de destino. Ao todo, 25 pessoas receberam atendimento da equipe de saúde, sem necessidade de encaminhamento hospitalar.
Familiares que buscam informações oficiais sobre a chegada dos voos de repatriação, formas de contato após o retorno ao Brasil e serviços disponíveis podem utilizar os canais oficiais do programa de repatriação: WhatsApp +55 61 9168-9789 ou e-mail aquiebrasil@mdh.gov.br.
Por segurança, dados pessoais como nome completo, documentos, localização, fotografias, cidade de origem e informações relacionadas à detenção não devem ser compartilhados com terceiros que se apresentem como voluntários ou ofereçam auxílio. O programa de repatriação não possui voluntários ou representantes autorizados a solicitar ou coletar dados pessoais fora de seus canais oficiais.
Pessoas repatriadas e familiares também podem buscar informações e orientações no Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM), pelo telefone +55 61 99202-1424 ou pelo e-mail credh-rm@iom.int.
Este foi o 36º voo de deportação de brasileiros feito pelos EUA em 2026, conforme o AEROIN vem reportando desde o começo do ano. A operação foi realizada mais uma vez pela norte-americana Eastern Airlines, utilizando o avião Boeing 767-300 de matrícula N700KW, com capacidade para mais de 240 passageiros.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, os voos de deportação têm o objetivo de repatriar cidadãos de outros países que não respeitaram as leis americanas de imigração. Os deportados são principalmente aqueles que entraram nos Estados Unidos ilegalmente, que não obtiveram autorização para ficar naquele país, que foram condenados por crimes e/ou que foram considerados uma ameaça à segurança nacional.
Com base em levantamento feito por Ricardo Morgan, que fotografa e filma o movimento aéreo do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em 2025 foram deportados 3.371 brasileiros pelos Estados Unidos nos 38 voos, que tiveram como destino Confins, Fortaleza ou Manaus. Em 2026, já foram mais de 2.500 pessoas em 36 voos, todos para Confins.
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