
Segundo o relatório Boeing Commercial Market Outlook 2026, o setor aéreo do Oriente Médio deverá passar por uma forte expansão nas próximas duas décadas, com previsão de que a frota comercial da região dobre de tamanho, alcançando mais de 3.500 aeronaves até 2045.
Esse crescimento será impulsionado principalmente pelo aumento anual de 4,3% no tráfego de passageiros, sustentado pelo fortalecimento do turismo, comércio e intercâmbio econômico.
O estudo prevê que as companhias aéreas do Oriente Médio receberão quase 3.000 novos aviões nos próximos 20 anos, sendo cerca de 1.370 deles modelos widebody, como Boeing 777 ou 787, representando quase metade das entregas de toda a região, o maior percentual de fuselagem larga do mundo e mais que o dobro da média global.
Além disso, serão necessários 1.505 jatos de corredor único, para ampliar conexões domésticas e regionais, apoiando o avanço das low-costs e o crescimento do turismo local.
Até 2045, aproximadamente 85% da frota do Oriente Médio será composta por aeronaves novas, mais modernas e eficientes, resultado direto do ciclo de renovações que deve acontecer nas próximas décadas.
O potencial logístico do Oriente Médio também se reflete no transporte de carga: as empresas da região movimentam cerca de 15% do tráfego internacional de carga aérea e, até 2045, espera-se que dobrem sua fatia na frota global de cargueiros widebody, chegando a quase 20%.
O relatório indica a necessidade de 120 novas aeronaves cargueiras para acompanhar essa evolução do comércio eletrônico e das cadeias de suprimentos globais.
Esse crescimento da aviação comercial trará também um salto nos investimentos em serviços: serão US$ 475 bilhões aplicados em manutenção, treinamento de pessoal e atualização digital até 2045.
O ritmo de expansão desse mercado de serviços gira em torno de 4% ao ano, evidenciando a necessidade de ampliar a infraestrutura de pós-venda, manutenção e tecnologias operacionais.
Para sustentar tamanho progresso, o setor aéreo do Oriente Médio precisará formar cerca de 236 mil novos profissionais ao longo dos próximos 20 anos, incluindo 67 mil pilotos, 65 mil técnicos de manutenção e 104 mil comissários de bordo. Isso exigirá parcerias entre companhias, escolas, governos e instituições do setor para expandir a oferta de treinamento e garantir a sustentabilidade da indústria.





