
Entre os dias 8 e 19 de outubro, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II realizou a Operação Flecha Noturna VII, com a participação do Exército Brasileiro (EB), na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima.
A ação resultou na inutilização de duas pistas de pouso clandestinas, de uma balsa de grande porte e de materiais utilizados no garimpo ilegal. A operação integra as ações de combate à mineração ilícita na região, com foco na desarticulação da infraestrutura utilizada pelos garimpeiros e na proteção do meio ambiente e das comunidades indígenas.
Os principais alvos foram duas pistas de pouso clandestinas, localizadas nas regiões de Dicão e Noronha, e uma balsa de grande porte empregada na atividade ilegal. As ações envolveram a infiltração aeromóvel de militares e a posterior interdição das pistas com o uso de explosivos. Segundo as informações divulgadas, a destruição das estruturas e dos equipamentos utilizados no garimpo provocou um prejuízo estimado em R$ 6 milhões.
A operação contou com o apoio das aeronaves C-98 Caravan, da Força Aérea Brasileira (FAB); UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil; e HM-1 Pantera, do Exército Brasileiro. Os helicópteros e aviões foram empregados no transporte de militares e equipamentos até as principais áreas de atuação.
A continuidade dessas ações busca dificultar a retomada das atividades ilegais, manter a pressão sobre as rotas logísticas utilizadas pelos garimpeiros e ampliar o controle territorial na região.
A Operação Catrimani II reúne órgãos de segurança pública, agências governamentais e as Forças Armadas, sob coordenação da Casa de Governo no Estado de Roraima. A iniciativa é conduzida em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024, e tem como objetivo desenvolver ações preventivas e repressivas contra o garimpo ilegal, ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais na Terra Indígena Yanomami.
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