
A China intensificou sua atuação militar no Norte da África ao enviar um robusto pacote aéreo para participar do exercício bilateral “Eagles of Civilization” no Egito, em agosto de 2026.
A operação inclui caças pesados Shenyang J-16, aeronaves de reabastecimento YY-20A, transporte estratégico Y-20, aviões de alerta antecipado KJ-500 e helicópteros Z-20, demonstrando a capacidade de Pequim de deslocar uma força aérea integrada a milhares de quilômetros de distância.
O exercício, iniciado em 23 de agosto, marcou a estreia dos J-16 em operações na África, com combates simulados contra os caças Dassault Rafale e MiG-29 da Força Aérea Egípcia. Os treinamentos abrangeram combates de médio e curto alcance, proporcionando aos pilotos chineses a oportunidade de conhecer de perto um dos principais caças ocidentais.
A presença do J-16, aeronave bimotor pesada derivada da família Flanker, representa um salto em capacidade em relação ao J-10C/S, modelo mais leve utilizado pela China no exercício de 2025.
O J-16 é multifuncional, apto a missões de superioridade aérea, ataque e guerra eletrônica, e opera em conjunto com tanques aéreos e sistemas de alerta, integrando a força aérea em uma rede de combate.
O KJ-500 amplia a consciência situacional, atuando como centro de comando aéreo, enquanto o YY-20A permite o reabastecimento em voo dos J-16, viabilizando deslocamentos longos sem necessidade de bases intermediárias.
Para o Egito, que mantém uma frota diversificada com aeronaves francesas, russas e americanas, o exercício oferece a chance de testar táticas contra diferentes plataformas e explorar cooperação com a crescente indústria de defesa chinesa. Países como Holanda, Polônia e Letônia também demonstraram interesse no Super Tucano para missões contra drones.





