China fecha o espaço aéreo para aeronaves de empresas russas por falta de segurança

Foto de Aldo Bidini GFDL 1.2 via Wikimedia

A China fechou seu espaço aéreo para aeronaves Boeing e Airbus de algumas companhias aéreas russas porque as transportadoras aéreas não conseguiram fornecer dados sobre o cancelamento do registro das aeronaves no exterior, informou o jornal RBC nesta sexta-feira, citando fontes próximas às companhias aéreas.

Em maio deste ano, a China pediu a todas as companhias aéreas que atualizassem os dossiês eletrônicos que comprovassem o histórico da aeronave e, por consequência, atestassem sua segurança. Uma fonte esclareceu à RBC que as transportadoras russas atualizaram as informações, mas não puderam fornecer às autoridades chinesas documentos que confirmassem a retirada das aeronaves do registro no exterior. Por esta razão, as autoridades chinesas, de acordo com a legislação aeronáutica internacional, recusaram-se a aceitar essas aeronaves em seu espaço aéreo, acrescentou a fonte.

O representante da Agência Federal de Transporte Aéreo russa (Rosaviatsia) não quis comentar a publicação. O RBC também enviou perguntas ao serviço de imprensa do Ministério dos Transportes, à Administração de Aviação Civil da China e representantes da Aviastar-TU. A companhia aérea iFly, que operava voos de carga para a China em aeronaves Airbus, e uma das afetadas, também não quis comentar.

Em conexão com a situação na Ucrânia, em 26 de fevereiro, a UE, no âmbito das sanções, proibiu a venda e o fornecimento, incluindo o leasing, de aeronaves e peças sobressalentes para as companhias aéreas russas, bem como o fornecimento de quaisquer serviços de seguro ou resseguro para essas aeronaves e seu reparo.

Neste contexto, as autoridades russas tomaram várias medidas, incluindo permitir que as transportadoras nacionais continuem a operar aeronaves alugadas ou arrendadas a empresas estrangeiras, nacionalizando-as na Rússia, à revelia de seus donos.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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