
Um júri federal dos Estados Unidos considerou Alexander Mamonov, cidadão russo residente na Flórida, culpado pelo envolvimento na exportação ilegal para a Rússia de peças de aeronaves de origem americana, avaliadas em mais de US$ 900 mil.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, essas peças tinham como destino a companhia aérea estatal russa Aeroflot, apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos à empresa desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Aos 62 anos, Mamonov foi considerado culpado em 27 de agosto, após ser julgado em um tribunal federal do Distrito Sul da Flórida. Ex-funcionário da Aeroflot, ele mudou-se para o sul da Flórida após deixar a Rússia, conforme informações das autoridades judiciais americanas.
O caso envolve a exportação de equipamentos aeronáuticos comprados de fornecedores americanos e enviados para a Rússia após o endurecimento das restrições americanas sobre a exportação de bens aeronáuticos, implementadas em 2022.
De acordo com o Departamento de Justiça, Mamonov atuou em parceria com Ignat Vakorin, outro cidadão russo acusado em abril de 2025 no mesmo processo e que permanece procurado pelas autoridades dos EUA. Ambos são acusados de adquirir e enviar peças de aeronaves americanas avaliadas em mais de US$ 900 mil.
Para driblar os controles, os fornecedores americanos teriam sido informados de que as peças se destinavam a clientes em países terceiros, especialmente nos Emirados Árabes Unidos e na China. No entanto, conforme a acusação, o destino final real era a Rússia e a Aeroflot.
As autoridades americanas não detalharam a natureza exata das peças envolvidas, os modelos de aeronaves que poderiam estar envolvidos, nem se essas partes foram realmente usadas em aviões russos.
Doze acusações – O júri confirmou as doze acusações apresentadas pelos promotores federais, entre elas conspiração para violar a Lei de Reforma do Controle de Exportação, exportação ilegal de bens sob controle americano, contrabando, fornecimento de informações falsas ou enganosas sobre exportação e conspiração para lavagem de dinheiro.
A juíza federal Kathleen M. Williams deve proferir a sentença em 20 de novembro de 2026. A penalidade a ser aplicada ainda não foi divulgada pelo sistema judiciário dos Estados Unidos.
Aeroflot sob restrições americanas – Este caso faz parte das sanções adotadas por Washington contra o setor de aviação russo após a invasão da Ucrânia. As restrições visam impedir que companhias aéreas russas, lideradas pela Aeroflot, tenham acesso sem autorização a aeronaves, equipamentos e peças fabricados nos Estados Unidos.





