Crianças e adolescentes fazem primeiro voo de helicóptero em projeto de aviação offshore no Aeroporto de Macaé-RJ

Imagem: Prefeitura de Macaé

Vinte e oito crianças e adolescentes de Macaé, no Norte Fluminense, tiveram uma experiência diferente na quarta-feira (28): conheceram as instalações de um aeroporto, descobriram como funciona a aviação offshore e fizeram, pela primeira vez, um passeio de helicóptero a bordo de um Sikorsky S-76C++.

Os participantes são alunos da rede municipal de ensino e integrantes de uma ONG localizada no bairro das Malvinas. A atividade foi realizada no Aeroporto de Macaé, como parte do projeto “Despertar para as Profissões – Aviação Offshore”, iniciativa que integra o programa Asas para Todos, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Durante a programação, os jovens, com idades entre 12 e 16 anos, conheceram aspectos da rotina da aviação offshore, participaram de uma simulação de incêndio e conversaram com profissionais do aeroporto. Também tiveram a oportunidade de conhecer as diferentes funções envolvidas no transporte de trabalhadores para as plataformas de petróleo.

A Prefeitura de Macaé foi representada pela chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mariana Previtali, que destacou a importância da iniciativa para aproximar os jovens do setor aeronáutico e apresentar possibilidades de carreira.

“É uma oportunidade de inclusão e de fazer essas crianças e adolescentes se perceberem nesse ambiente. E também de pensar em uma futura profissão. Eles tiveram contatos aqui com pilotos, mecânicos, comissários, técnicos. São meninos e meninas, vendo o que é possível se desenvolver também nessa área”, afirmou.

O ponto alto da programação foi o passeio de helicóptero, com duração aproximada de dez minutos. Além da emoção de voar pela primeira vez, os participantes puderam observar Macaé de uma perspectiva diferente e reconhecer locais conhecidos da cidade.

“Foi muito legal! Foi minha primeira vez. No começo eu senti um pouquinho de medo, mas depois que subiu eu fiquei tranquila”, contou Isis Cirilio, de 13 anos.

Também aos 13 anos, Miguel dos Santos relatou a emoção de identificar a própria casa e a escola durante o voo: “Foi bom. Eu gostei! Vi minha casa lá de cima, vi a escola. Se eu fosse voar de novo, eu voaria, porque é muito bom. E eu vou contar para todo mundo”, disse.

Esta é a terceira edição do projeto, cuja programação começou na segunda-feira (26), no Aeroporto de Jacarepaguá, passou por Cabo Frio na terça-feira (27) e chegou a Macaé nesta quarta. As atividades continuam nesta quinta-feira (29), no Aeroporto de Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, e serão encerradas em Vitória, no dia 30.

Para Fernanda Kelly de Jesus Oliveira, também de 13 anos, a experiência ficará marcada na memória: “É uma experiência única que vai ficar guardada no meu coração por muito tempo”, afirmou.

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Juliano Gianotto
Juliano Gianotto
Com uma paixão pelo mundo aeronáutico, especialmente pela aviação militar, atua no ramo da fotografia profissional há 8 anos. Realizou diversos trabalhos para as Forças Armadas e na cobertura de eventos aéreos, contribuindo para a documentação e promoção desse campo.

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