
Durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre realizada em 10 de julho, a Delta Air Lines detalhou sua estratégia de crescimento “eficiente” com a chegada dos modelos Boeing 737 MAX 10 e 787-10, substituindo aeronaves antigas e menores por jatos maiores e mais capazes.
O movimento faz parte do programa de modernização e ampliação da frota iniciado há mais de dez anos, que começou com a substituição dos jatos regionais de 50 assentos pelo Boeing 717 na metade da década passada. A iniciativa avançou na última década com a aposentadoria dos McDonnell Douglas MD-88 e MD-90, substituídos por Airbus A321 e, posteriormente, A321neo.
O programa mostrou-se um sucesso, consolidando a Delta como a transportadora de maior margem nos EUA e influenciando outras companhias como Alaska Airlines, American Airlines, JetBlue e United a adotarem estratégias semelhantes, trocando aeronaves menores por narrowbodies maiores.
O primeiro passo da Delta ocorrerá em 2027, com a chegada do aguardado 737 MAX 10. A companhia fez um pedido de até 130 unidades durante o Farnborough Airshow de 2022, com entregas inicialmente previstas para 2025, mas atrasos na certificação adiaram a primeira entrega para o próximo ano. O CEO Ed Bastian afirmou: “Esperamos ver o Max 10 com as cores da Delta já no próximo ano”, prevendo até 27 entregas em 2027.
O 737 MAX 10, com capacidade para cerca de 190 passageiros em configuração padrão de duas classes, será usado para substituir os 717 e 757 antigos da frota.
Já o primeiro Boeing 787-10 da Delta deverá chegar apenas em 2031. Quando isso ocorrer, a aeronave substituirá os Boeing 767 mais antigos, incluindo os modelos 767-300ER e 767-400ER, especialmente em rotas transatlânticas.



