Dois aeroportos do Acre aderem à campanha contra tráfico de pessoas e aliciamento de menores

Imagem: Rio Branco Airport, via Instagram

Os aeroportos de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, passaram a integrar uma nova campanha nacional de combate ao tráfico de pessoas e ao trabalho análogo à escravidão. A iniciativa busca ampliar a conscientização dentro dos terminais e, em 2026, tem como principal foco os riscos do aliciamento de crianças e adolescentes pela internet.

A campanha será divulgada nos canais digitais dos dois aeroportos, com informações direcionadas a passageiros, funcionários, prestadores de serviços e demais pessoas que circulam pelo ambiente aeroportuário. A proposta é ajudar a identificar situações suspeitas e orientar sobre como agir diante de possíveis casos.

A mobilização foi lançada em julho pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em conjunto com a Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o projeto Liberdade no Ar e outras 14 instituições.

Neste ano, a campanha chama atenção para formas de aliciamento que podem surgir no ambiente digital de maneira aparentemente inofensiva. Redes sociais, jogos on-line e aplicativos de mensagens podem ser utilizados para estabelecer contato com potenciais vítimas. Entre as estratégias estão falsas propostas de emprego ou viagens, além da criação de vínculos de amizade que posteriormente podem resultar em exploração.

A ação também será realizada nos demais aeroportos brasileiros administrados pela VINCI Airports, incluindo os terminais de Manaus, Tefé, Tabatinga, Porto Velho, Boa Vista e Salvador. Com a participação dos oito aeroportos, a concessionária pretende ampliar a circulação das informações e fortalecer a atuação conjunta na proteção de pessoas vulneráveis.

A iniciativa está relacionada às diretrizes sociais da VINCI Airports, que incluem a defesa dos direitos humanos e a proteção de públicos vulneráveis. Por concentrarem grande fluxo de passageiros e conectarem diferentes cidades e países, os aeroportos podem contribuir para identificar sinais de possíveis crimes e direcionar os casos às autoridades responsáveis.

Dados do Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas de 2025, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, reforçam a dimensão do problema. Segundo o levantamento, 84 brasileiros foram identificados como vítimas de tráfico internacional de pessoas em 2025, um aumento de 33,3% em relação ao ano anterior.

A participação na campanha complementa outras ações já realizadas pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia. A empresa promove treinamentos destinados a funcionários, prestadores de serviços e integrantes da comunidade aeroportuária, com orientações para reconhecer sinais de alerta, adotar procedimentos adequados e comunicar situações suspeitas aos órgãos competentes.

Segundo Kleyton Mendes, CEO da VINCI Airports responsável pelos Aeroportos da Amazônia, a prevenção depende da disseminação de informações e da preparação das equipes.

Nosso compromisso social também se traduz na proteção das pessoas e na promoção dos direitos humanos. Os aeroportos são espaços de grande circulação e podem contribuir para que informações importantes cheguem a mais pessoas. Por isso, além de conscientizar passageiros e a comunidade aeroportuária, buscamos preparar nossas equipes para reconhecer sinais de alerta, agir com responsabilidade e acionar os órgãos competentes. Prevenir também é cuidar”, afirma.

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Juliano Gianotto
Juliano Gianotto
Com uma paixão pelo mundo aeronáutico, especialmente pela aviação militar, atua no ramo da fotografia profissional há 8 anos. Realizou diversos trabalhos para as Forças Armadas e na cobertura de eventos aéreos, contribuindo para a documentação e promoção desse campo.

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