Embraer está em conversas com aérea estatal indiana Alliance Air para potencial pedido de aeronaves

Divulgação – Embraer

A fabricante brasileira Embraer está em conversações preliminares com a companhia aérea estatal indiana Alliance Air para um potencial pedido de aeronaves, conforme fontes consultadas pelo portal FE.

A Alliance Air opera atualmente cerca de 18 turboélices ATR 72, a maioria dos quais está fora de serviço devido a diversos problemas. A empresa avalia opções entre a família E175 e o modelo maior E190-E2 para fortalecer sua frota regional, embora os detalhes do possível pedido ainda não estejam definidos.

Recentemente, a Direção Geral de Aviação Civil da Índia (DGCA) certificou oficialmente o Embraer E195-E2 para operações no país, abrindo caminho para que a Embraer busque clientes formais em um dos mercados de aviação de crescimento mais rápido do mundo.

Essa certificação permite que companhias regionais iniciem operações com aeronaves maiores, ao invés de depender exclusivamente de turboélices, que eram praticamente as únicas opções disponíveis.

A Embraer estima um mercado potencial de 500 aeronaves na Índia na próxima década, à medida que as companhias ampliam seus serviços para cidades menores, além das metrópoles.

“A certificação da família E-Jet nos permite atender à demanda futura tanto de companhias existentes quanto de novos entrantes que buscam aeronaves narrowbody menores para iniciar operações. O E175 já voa na Índia, e estamos otimistas em garantir mais pedidos em breve”, afirmou um porta-voz da empresa.

Apesar de não comentar sobre negociações específicas, incluindo com a Star Air, que manifestou interesse em adquirir até 20 aeronaves da família E2, a Embraer mantém diálogo com grandes e regionais, além de potenciais novos operadores.

A Embraer vê os jatos regionais como complementares às frotas narrowbody, melhorando a conectividade com cidades de segundo e terceiro níveis, especialmente em rotas onde jatos maiores operam com baixa frequência e turboélices não possuem alcance suficiente.

O E195-E2 também se encaixa no programa UDAN do governo indiano, focado em ampliar a conectividade regional. Seu custo por assento é comparável a jatos maiores, porém com custo por viagem 25% menor, tornando rotas com menor demanda e frequências maiores mais viáveis comercialmente.

A fabricante aposta no mercado regional, ainda pouco atendido, para impulsionar a próxima fase de crescimento da aviação na Índia.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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