
A Força Aérea e Espacial da Espanha selecionou o Airbus A321 como plataforma para seu futuro sistema tripulado de inteligência de sinais (SIGINT), dentro do programa Santiago II-SCAPA.
A escolha, que deve consolidar o A321 como principal aeronave de missões especiais do país, é citada em reportagem da Revista de Aeronáutica y Astronáutica, publicação oficial do setor aéreo espanhol
Apesar de nenhum anúncio formal ter sido feito, nem pelo Ministério da Defesa espanhol, nem pela Airbus ou pela Indra, a indicação foi antecipada antes mesmo da conclusão do estudo de definição, que está previsto para perdurar até meados de 2027.
O estudo foi autorizado em novembro de 2025 pelo Conselho de Ministros da Espanha, com orçamento estimado de €16 milhões e duração de 18 meses.
No programa, Airbus e Indra são responsáveis por propor a aeronave ideal para o SIGINT espanhol e realizar a adaptação dos sistemas de inteligência. A Airbus destaca sua ampla experiência em conversões militares, como os A330 MRTT encomendados pela Espanha em 2021 e modificados em Getafe, próximo a Madrid.
O programa Santiago II-SCAPA prevê a integração e posterior implementação da capacidade SIGINT em três aeronaves. O projeto ressalta a soberania nacional sobre o desenho e a integração dos sistemas, além de garantir que a produção seja realizada dentro do território espanhol por empresas locais.
O financiamento inicial foi viabilizado pelo Ministério da Indústria e Turismo, por meio de um empréstimo sem juros de €5,99 milhões à joint venture temporária entre Airbus Defence and Space e Indra.
Segundo o decreto que rege o programa, a frota SIGINT fornecerá informações estratégicas essenciais ao Chefe do Estado-Maior de Defesa da Espanha, apoiando o planejamento estratégico e a condução de operações militares.
A escolha do A321 para SIGINT representa também uma potencial base para desenvolvimento futuro de uma solução nacional de alerta aéreo antecipado (AEW).
Embora ainda não exista um projeto AEW formalmente iniciado na Espanha, a publicação oficial aponta que a escolha do A321 pode facilitar a conversão e o desenvolvimento de uma versão AEW, aproveitando a base industrial nacional. Paralelamente, a OTAN já optou pelo Saab GlobalEye para modernização de sua frota de vigilância e controle aéreo.





