EUA amplia fiscalização das redes sociais para jornalistas estrangeiros e viajantes de negócios do Canadá e México

Aeroporto LAX Los Angeles International Airport
Aeroporto de Los Angeles – Imagem: Prayitno / CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

O governo norte-americano reforçou as exigências relacionadas às redes sociais no processo de solicitação de vistos, estendendo essa medida a jornalistas estrangeiros e a certos cidadãos do Canadá e México que viajam a negócios dentro do acordo comercial entre os três países.

Segundo um memorando interno do Departamento de Estado, obtido pelo veículo The Daily Signal, esses indivíduos precisarão deixar seus perfis em redes sociais com configurações públicas para que os agentes consulares possam analisar publicações, contatos, curtidas e compartilhamentos. A regra também alcança os cônjuges e filhos dependentes dos solicitantes.

Anteriormente, essa prática já era aplicada a outras categorias, como estudantes, estagiários, participantes de intercâmbios culturais, trabalhadores temporários, religiosos e portadores de vistos oficiais e diplomáticos. A ampliação dessa fiscalização visa garantir a segurança nacional e verificar se os candidatos cumprem os requisitos para ingresso nos Estados Unidos.

Em declaração para a agência AFP, um porta-voz do Departamento de Estado explicou que a análise dos perfis online ajuda a confirmar se os solicitantes atendem às exigências para obter o visto e assegura que ninguém represente uma ameaça à segurança do país.

O memorando ressalta que a administração utiliza “todas as fontes de informação disponíveis” para identificar pessoas que possam ser impedidas de entrar no território americano ou representem risco à segurança pública e nacional. O documento reforça que a decisão sobre a concessão do visto é, antes de tudo, uma questão de segurança nacional, e que o visto é uma concessão governamental, não um direito automático.

A inclusão dos jornalistas estrangeiros nessa política representa uma intensificação dos controles de entrada nos Estados Unidos, alinhada às prioridades da administração Trump de endurecer a fiscalização migratória.

Organizações que defendem direitos civis já expressaram preocupações com essa ampliação, destacando possíveis impactos na privacidade dos indivíduos. Além disso, novas normas podem limitar a permanência inicial de jornalistas estrangeiros a 240 dias, com possibilidade de prorrogação por períodos iguais, salvo decisão do Congresso.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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