
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) anunciou, em 17 de julho, a retomada pela Boeing da autoridade para emitir certificados de aeronavegabilidade para os modelos 737 MAX e 787.
Segundo a FAA, a permissão para que a Boeing assuma integralmente essa responsabilidade terá início em 20 de julho, após meses de rigorosa análise dos dados e da segurança, que demonstraram qualidade consistente na produção. O certificado de aeronavegabilidade é um documento específico para cada aeronave, autorizando seu voo.
A Boeing havia perdido essa prerrogativa em 2019, quando o 737 Max foi suspenso devido a falhas de segurança e críticas ao processo de certificação do modelo.
Em fevereiro de 2022, a FAA também proibiu a fabricante de emitir certificados para o 787, diante de preocupações com a qualidade da produção. Desde setembro de 2025, a emissão dos certificados vinha sendo alternada semanalmente entre a FAA e a Boeing.
“Ao longo dos últimos oito meses, a FAA observou qualidade de produção comparável quando a Boeing e quando a própria agência emitiram os certificados,” afirmou o órgão regulador. “Com base nesses resultados, a FAA concluiu que é seguro devolver essa responsabilidade à Boeing, mantendo a fiscalização, auditorias e monitoramento do sistema produtivo da empresa.”
A FAA concede a fabricantes, como a Boeing, autorizações para auto-certificação, incluindo certificações de tipo, por meio da Organização Designada Autorizada (ODA), que a agência renovou para a Boeing em maio de 2025 por mais três anos.





