FAB mobiliza 300 militares e oito aeronaves em exercício de busca e salvamento em Santa Catarina

Imagem: FAB

Aprimorar o preparo das tripulações e das equipes envolvidas nas operações de Busca e Salvamento (SAR), padronizar procedimentos e ampliar a integração entre aeronaves, unidades operacionais e centros de coordenação das missões.

Com esses objetivos, a Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou, nesta sexta-feira (30/10), na Base Aérea de Florianópolis (BAFL), em Santa Catarina, o Exercício Operacional (EXOP) Carranca 2026. A atividade faz parte do programa de preparo operacional conduzido pelo Comando de Preparo (COMPREP), responsável por orientar o adestramento das unidades subordinadas da FAB.

Sob a coordenação da Base Aérea de Canoas (BACO), o exercício reúne cerca de 300 militares e oito aeronaves até o dia 13 de novembro. Os treinamentos simulam situações reais de emergência em ambientes terrestres e marítimos, com foco no aprimoramento da atuação conjunta dos integrantes do Sistema Aeronáutico de Busca e Salvamento (SISSAR).

A estrutura é responsável pelas operações aeronáuticas de Busca e Salvamento (SAR, na sigla em inglês para Search and Rescue) em uma área de aproximadamente 22 milhões de quilômetros quadrados, que compreende todo o território brasileiro e uma extensa faixa do Oceano Atlântico.

Coordenado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o sistema reúne centros de coordenação, como os SALVAERO, instalados nos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA), além das unidades aéreas de busca e salvamento da FAB.

“A CARRANCA reúne militares de diferentes regiões do Brasil, que atuam diariamente em unidades com características e realidades operacionais distintas. Durante o exercício, temos a oportunidade de integrar essas equipes, padronizar procedimentos e compartilhar experiências. Esse treinamento também nos permite avaliar nossas capacidades e identificar pontos que precisam ser aperfeiçoados. Afinal, em uma situação real de emergência, precisamos estar preparados para agir de forma rápida, coordenada e eficiente. Nosso objetivo é garantir que as equipes estejam cada vez mais capacitadas para cumprir uma das missões mais importantes da Força Aérea: salvar vidas”, destacou o Diretor do Exercício, Coronel Aviador Davi de Abreu.

Para os cenários simulados, serão empregadas aeronaves de asas fixas e rotativas, entre elas o P-95BM, o KC-390 Millennium e o SC-105 Amazonas, além dos helicópteros H-60L Black Hawk. Os meios serão operados por diferentes esquadrões da FAB.

O exercício também conta com a participação do Exército Brasileiro e de militares da Marinha do Brasil (MB), que atuarão na coordenação das missões por meio do SALVAMAR, em conjunto com os integrantes do SALVAERO, da Força Aérea. A atividade contará com um centro conjunto de coordenação. Entre os meios navais empregados está a Embarcação Maracanã, que participará das operações de busca e salvamento entre os dias 4 e 6 de novembro.

Representantes dos Estados Unidos, do Canadá e de países do Caribe e da América do Sul também acompanharão as atividades como observadores. A presença de delegações estrangeiras permitirá o intercâmbio de experiências e procedimentos de Busca e Salvamento com parceiros internacionais.

Do alerta ao resgate – O Exercício CARRANCA faz parte do preparo anual do SISSAR, responsável por integrar os órgãos e os meios envolvidos nas operações aeronáuticas de Busca e Salvamento. Durante as simulações, os participantes percorrerão todas as etapas de uma missão SAR, desde o acionamento dos centros de coordenação, a análise dos alertas e o planejamento das buscas até o emprego das aeronaves, a localização das vítimas e a execução do resgate.

Os cenários terão níveis progressivos de dificuldade, permitindo avaliar os procedimentos operacionais, o desempenho das equipes e a capacidade de resposta diante de diferentes situações de emergência.

“Exercícios como a Operação CARRANCA permitem aprimorar essa integração e preparar as equipes para diferentes ambientes e situações complexas. O objetivo é assegurar uma resposta rápida, coordenada e eficaz quando alguém precisar de socorro. Todo esse trabalho tem uma finalidade: salvar vidas”, pontuou o Chefe da Divisão de Busca e Salvamento do DECEA, Major Aviador Victor Hugo Sfredo Saraiva.

Avaliação e lições aprendidas – O desempenho das equipes será avaliado após cada missão, permitindo identificar pontos que precisam ser aperfeiçoados e consolidar os conhecimentos adquiridos durante os treinamentos.

Ao término do exercício, os resultados serão reunidos às contribuições dos militares participantes e dos observadores internacionais. As avaliações servirão de base para o aprimoramento contínuo dos procedimentos e da capacidade de resposta do sistema brasileiro de Busca e Salvamento.

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Juliano Gianotto
Juliano Gianotto
Com uma paixão pelo mundo aeronáutico, especialmente pela aviação militar, atua no ramo da fotografia profissional há 8 anos. Realizou diversos trabalhos para as Forças Armadas e na cobertura de eventos aéreos, contribuindo para a documentação e promoção desse campo.

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