Família americana faz história ao servir três gerações a bordo do B-52, avião militar que deverá voar até 2050

B-52 e F-15 | Foto USAF/Staff Sgt. Joseph Pick

O bombardeiro estratégico B-52, símbolo da aviação militar dos Estados Unidos, carrega também a história de uma família americana que já soma três gerações atuando a bordo da mesma aeronave.

O legado começou com o coronel Don Sprague, que pilotou o B-52 durante a Guerra do Vietnã e acumulou experiência em todos os modelos, do B-52A ao B-52H. Sprague chegou ainda a comandar o 23º Esquadrão de Bombardeiros na Base Aérea de Minot.

A tradição familiar foi mantida por seu genro, o tenente-coronel Don Welch, que atuou como navegador do B-52 durante a Guerra Fria.

Inspirado pelas histórias do pai, Daniel Welch também entrou para a carreira militar, formou-se na Academia da Força Aérea e tornou-se piloto do B-52. O ciclo se completou quando Daniel foi designado para o mesmo esquadrão que seu avô comandara décadas antes.

Este elo entre gerações pode se estender ainda mais. Em razão de grandes modernizações, como novos motores, radar atualizado e sistemas de última geração, a Força Aérea dos EUA pretende manter o bombardeiro em operação até pelo menos 2050.

Como as unidades mais recentes do B-52H foram fabricadas no início dos anos 1960, algumas delas poderão voar por até 90 anos antes de serem aposentadas.

Diante desse cenário, imaginar uma quarta geração da família Welch servindo no B-52 está longe de ser impossível. A história dessa família reflete não apenas o poder de longevidade do lendário avião, mas também o espírito de continuidade e serviço das Forças Armadas americanas.

Carlos Ferreira
Carlos Ferreira
Editor - Estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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