Governo reporta que aeronaves federais já lançaram mais de 1 milhão de litros de água contra incêndios no Amazonas

Imagem: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

As aeronaves mobilizadas pelo Governo Federal para combater os incêndios florestais no Amazonas já lançaram mais de 1,1 milhão de litros de água sobre as áreas atingidas. Desde 10 de outubro, as operações somam 390,5 horas de voo e 369 lançamentos, que totalizaram 1.118.600 litros de água utilizados no combate às chamas.

Desde o início da temporada, as ações federais resultaram na extinção de 337 ocorrências de incêndio no estado.

Atualmente, 13 aeronaves federais estão mobilizadas nas operações: seis aviões Air Tractor, empregados no lançamento de água; cinco helicópteros, utilizados no transporte de brigadistas e equipamentos, além do combate aéreo; e dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), também empregados no lançamento de água sobre as áreas atingidas.

A operação conta ainda com 462 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de 54 militares da FAB e 41 integrantes da Força Nacional. A corporação também apoia a contratação de 116 bombeiros do Amazonas.

Para dar suporte às equipes, estão disponíveis 58 veículos terrestres e nove embarcações, utilizados no deslocamento de pessoal, no transporte de equipamentos e nas atividades de combate e monitoramento. As aeronaves atuam em conjunto com os brigadistas em solo, sobretudo em regiões de difícil acesso, ampliando a capacidade de resposta às ocorrências.

Entre os equipamentos utilizados estão os aviões KC-390 equipados com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS, na sigla em inglês). As aeronaves têm capacidade para transportar e lançar 12 mil e 19 mil litros de água, respectivamente, e o sistema permite realizar a descarga em aproximadamente sete segundos.

Ampliação da resposta federal

No domingo (18/10), o Governo Federal anunciou, em Manaus, novas medidas para intensificar o combate aos incêndios florestais no Amazonas. Uma delas é a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas na capital amazonense, com a finalidade de coordenar as operações militares.

Também está prevista para esta terça-feira (20/10) a implantação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), para reforçar o atendimento à população afetada.

As medidas incluem ainda a ampliação do apoio financeiro ao estado e aos municípios, além da mobilização dos órgãos de segurança para investigar possíveis crimes relacionados aos incêndios florestais.

Atualmente, o Amazonas registra 85 eventos de fogo ativos em 30 municípios. Desse total, 22 estão em situação de emergência.

Apesar das ocorrências em andamento, o número de focos de calor diminuiu entre 12 e 18 de outubro. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam 548 registros no período, 470 a menos que nos sete dias anteriores. Itacoatiara liderou a lista de municípios com mais focos, com 59 registros, seguida por Autazes, com 46, e Boa Vista do Ramos, com 39.

Regras para o uso do fogo

A legislação brasileira proíbe, como regra geral, o uso do fogo na vegetação, devido aos riscos de propagação de incêndios, perda de biodiversidade, degradação do solo, poluição do ar e prejuízos à saúde pública. Durante a estiagem, as condições climáticas podem agravar esses impactos e favorecer a disseminação das chamas.

O artigo 38 da Lei nº 12.651/2012, conhecida como Código Florestal, estabelece a proibição, ressalvadas as exceções previstas na legislação. Já a Lei nº 14.944/2024 instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e definiu regras para o uso controlado do fogo.

Dessa forma, qualquer utilização deve respeitar as condições legais e as autorizações exigidas, com o objetivo de prevenir incêndios e proteger o meio ambiente e a população.

No Amazonas, enquanto estiver em vigor o decreto estadual de emergência, o uso do fogo está proibido para qualquer finalidade. O descumprimento da determinação pode resultar na responsabilização dos infratores.

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Juliano Gianotto
Juliano Gianotto
Com uma paixão pelo mundo aeronáutico, especialmente pela aviação militar, atua no ramo da fotografia profissional há 8 anos. Realizou diversos trabalhos para as Forças Armadas e na cobertura de eventos aéreos, contribuindo para a documentação e promoção desse campo.

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