
A Força Aérea da França (Armée de l’Air) se despediu nesta semana das operações amazônicas de seu helicóptero Puma, encerrando uma história de 47 anos de operações na selva.
A aeronave Aérospatiale SA 330 Puma foi a primeira da família Puma, que deu origem ao Eurocopter AS332 Super Puma (AS532 Cougar), conhecido hoje como Airbus H215M, que, por sua vez, resultou na versão final H225M Caracal, produzida já pela Airbus.
Em operação na Guiana Francesa desde 1979 pela Armée de l’Air, a aeronave realizou centenas de missões de patrulha costeira, monitoramento de garimpo ilegal na Amazônia Francesa e também acompanhamento dos lançamentos realizados a partir do Centro Espacial da Guiana, operado pela França em conjunto com a Agência Espacial Europeia (ESA).
O Puma (ou “Puminha”, para os brasileiros) está sendo substituído pelo maior e mais moderno “irmão”, o H225M Caracal, e, futuramente, parte de suas missões será assumida pelo novo Airbus H160M Guépard.
🚁 Dernier décollage pour une légende.
— Armée de l'Air et de l'Espace (@Armee_de_lair) August 4, 2026
Après 47 ans de service en Guyane, le SA 330 Puma a tiré sa révérence. EVASAN, lutte contre l’orpaillage illégal, transport opérationnel… : il aura marqué des générations d’Aviateurs.@FAG_Officiel pic.twitter.com/Ud0nFyjvqV
No Brasil, o Puminha serviu na Força Aérea Brasileira de 1981 até 1986, operando com o designativo CH-33. A curta operação foi dada o lançamento do novo Super Puma, que acabou sendo mais atrativo para o Brasil, com a França recomprando os helicópteros antigos e aceitando como parte do pagamento do novo AS332/AS532/H215M, que foram operados não apenas pela FAB, mas também pelo Exército Brasileiro e pela Marinha do Brasil.
