O interessante vídeo da rotação do ar após a passagem de um avião

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Já abordamos algumas vezes aqui no AEROIN o fenômeno da rotação do ar gerada pelas asas dos aviões, mas, como o assunto sempre gera curiosidade, trazemos hoje mais uma interessante filmagem que permite a visualização de sua ocorrência. Veja o vídeo a seguir e, abaixo dele, mais detalhes sobre isso.

O vídeo que você pôde ver acima mostra um clássico avião da época da Segunda Guerra Mundial fazendo uma passagem baixa com emissão de fumaça nas pontas das asas para tornar visível a movimentação do ar.

Sempre que as asas de um avião cortam o ar, elas geram maior pressão em suas superfícies inferiores (intradorso) e menor pressão em suas superfícies superiores (extradorso), para que a diferença de pressões crie a força vertical que sustenta o voo. Mas essa diferença também faz o ar em maior pressão “escapar” da parte de baixo para a parte de cima na ponta da asa, criando o movimento giratório.

Assim, o ar forma vórtices que se mantém girando por algum tempo até a dissipação de sua energia. Em casos de aviões maiores, a diferença de pressão é tão grande que dá ao vórtice uma alta energia capaz de desestabilizar outra aeronave de menor porte que atravesse a região turbulenta deixada para trás. Foi o caso de um bimotor DA-42 que foi derrubado pelos vórtices de um Airbus A350, conforme abordamos aqui no AEROIN em junho (clique aqui se quiser rever este caso).

Note no vídeo que, mesmo para esta aeronave de pequeno porte, a velocidade com que a fumaça gira é bastante intensa.

Caso você não tenha visto ou queira rever outras situações em que mostramos a visualização do fenômeno da criação dos vórtices, deixamos aqui o convite para acessar as duas matérias abaixo.

A primeira apresenta uma particularidade resultante desse giro do ar, a chamada Instabilidade de Crow criada por um Boeing 747. A segunda mostra um Boeing 787 gerando uma esteira de condensação que também permite a visualização do giro do ar.

Murilo Basseto
Murilo Bassetohttp://aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e com Pós-Graduação em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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