
Israel iniciou análises para possível aquisição das aeronaves de patrulha marítima Boeing P-8A Poseidon, visando estabelecer sua primeira unidade dedicada à guerra antissubmarino no Mediterrâneo Oriental.
A medida responde ao aumento das capacidades submarinas da Turquia e do Egito, especialmente o uso de submarinos diesel-elétricos com propulsão independente do ar (AIP).
A compra desses aviões permitiria a Israel realizar vigilância acústica contínua e rastreamento de alvos submarinos, liberando aeronaves multifuncionais como o jato de inteligência Gulfstream G550 Oron para outras operações na região, como monitoramento aéreo sobre Gaza, Líbano, Síria, Irã e Mar Vermelho.
A avaliação do Ministério da Defesa israelense considera que, embora a atual combinação de navios, submarinos, helicópteros, sensores terrestres e aeronaves seja eficaz, a aquisição do P-8A se justifica pela necessidade de monitorar submarinos convencionais silenciosos por longos períodos.
Com alcance marítimo de 2.200 km, o Poseidon pode operar além da costa israelense, incluindo áreas ao sul de Chipre, perto de Creta e pelo Mediterrâneo Oriental central.
Derivado do Boeing 737-800ERX, o P-8A foi desenvolvido para substituir o Lockheed P-3C Orion. Conta com radar de busca marítima, sensores eletro-ópticos e infravermelhos, sistemas de inteligência eletrônica e acústica, além de capacidade para transportar torpedos leves, minas navais e outras armas contra submarinos e navios.
Enquanto o Oron combina inteligência de sinais, radar de grande área, reconhecimento visual e gerenciamento estratégico em um jato Gulfstream modificado, o P-8A se especializa em patrulha acústica e ataque a submarinos.
O aumento da frota P-8A, que já ultrapassa 170 unidades em diversos países, permitirá a Israel manter uma cobertura rotativa eficiente e reforçar sua capacidade de resposta no complexo cenário naval do Mediterrâneo Oriental, onde a expansão das frotas submarinas turca e egípcia representa um desafio crescente.





