
O avião de passageiros chinês COMAC C919 iniciou sua primeira operação comercial internacional programada, ao realizar voos diários entre o Aeroporto Internacional de Pequim e o novo aeroporto de Ulaanbaatar, na Mongólia.
A rota, operada pela Air China sob os números CA723 e CA724, marca uma nova etapa para o modelo, que até então voava apenas em rotas domésticas na China, como detalha o Aviacionline.
A chegada do C919 em Ulaanbaatar foi celebrada com a tradicional saudação de jatos de água, simbolizando o reconhecimento da aeronave no cenário internacional.
A abertura da rota internacional indica que o jato cumpriu os padrões bilaterais de aviação civil entre China e Mongólia, requisito fundamental para operar voos regulares fora das fronteiras chinesas.
Atualmente, há 40 unidades do C919 em serviço comercial, com a China Eastern Airlines como principal operadora, utilizando 17 aeronaves, seguida pela Air China com 12 e a China Southern Airlines com 11. O backlog da aeronave soma 963 pedidos firmes e 65 opções, segundo dados do Cirium Fleet Analyzer.
Embora nenhuma companhia aérea ocidental tenha manifestado interesse formal pelo COMAC, o C919 é considerado concorrente direto das famílias A220 e A320 da Airbus.
Pilotos da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) iniciaram os primeiros voos de teste para certificação da aeronave em 2026, processo que pode durar de três a seis anos.
A aprovação da EASA facilitará o reconhecimento do certificado por outras autoridades globais, como a FAA dos Estados Unidos, a ANAC do Brasil e o Transport Canada, ampliando o potencial de operação comercial em diversos mercados.
O COMAC C919 tem capacidade para transportar entre 170 e 190 passageiros e depende de uma cadeia global de fornecedores, com cerca de 80% das peças provenientes de empresas americanas e europeias. Entre os componentes essenciais estão os motores LEAP, desenvolvidos em parceria pela Safran e GE Aerospace.





