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LATAM conta as histórias de duas de suas pilotos, pioneiras na aviação de passageiros e na de cargas

Imagens: Divulgação – LATAM

Há 120 anos, em 23 de outubro de 1906, Alberto Santos-Dumont realizava, em Paris, o voo histórico do 14-Bis, um marco para a aviação mundial. Para celebrar mais este Dia do Aviador, a LATAM Airlines Brasil destaca as trajetórias de duas comandantes que representam diferentes gerações e áreas da profissão: Claudine Melnik, de 57 anos, pioneira na aviação comercial de passageiros, e Juliana Alba, de 34 anos, que atua na operação cargueira da companhia. Em comum, elas compartilham a dedicação à segurança, ao aprendizado contínuo e ao trabalho em equipe.

“As trajetórias de Claudine e Juliana são marcantes e ajudam a representar a diversidade da aviação. Ao lado delas, há inúmeros aviadores da LATAM que, todos os dias, colocam preparo técnico, responsabilidade e trabalho em equipe a serviço de uma operação segura. São histórias diferentes, mas que compartilham o mesmo compromisso com a profissão e com as pessoas que voam conosco”, afirma Harley Meneses, diretor de Operações da LATAM Brasil.

TRÊS DÉCADAS DE PIONEIRISMO NA AVIAÇÃO

Claudine Melnik – Imagem: Divulgação – LATAM

Natural de Curitiba (PR), Claudine Melnik acumula 33 anos de carreira na TAM/LATAM e uma trajetória marcada por conquistas na aviação brasileira. Em dezembro de 1992, já habilitada como piloto, ingressou na companhia como comissária de voo. Dois anos depois, passou a atuar como copiloto do Caravan C208 e, em 1995, tornou-se a primeira mulher comandante da companhia e do Brasil.

Sua carreira acompanhou a modernização da aviação comercial. Em 1998, Claudine integrou a primeira turma de pilotos do Airbus A330 da TAM, destinada às operações internacionais. Em 2001, tornou-se a primeira mulher a comandar um jato da companhia, o Fokker 100. Posteriormente, também atuou como instrutora e avaliadora de aeronaves da família Airbus e, em 2008, passou a comandar voos internacionais no A330.

Outro marco veio em 2016, quando se tornou a primeira mulher no mundo a comandar um Airbus A350. Atualmente, Claudine opera aeronaves Boeing 777 e 787.

Ao longo dessas três décadas, a comandante acompanhou avanços tecnológicos que transformaram a navegação, a automação e o planejamento dos voos. Para ela, apesar da evolução das ferramentas, a experiência humana, a comunicação e a capacidade de tomar decisões continuam sendo fundamentais para uma operação segura.

“Depois de tantos anos na aviação, estar no cockpit representa uma história de aprendizado, superação e transformação. O comando de uma aeronave não é um símbolo de poder pessoal, mas um compromisso com a segurança, com a equipe e com as pessoas que confiam em nosso trabalho“, afirma Claudine.

NA AVIAÇÃO CARGUEIRA, CADA VOO TEM SUAS PARTICULARIDADES

Juliana Alba – Imagem: Divulgação – LATAM

Para Juliana Alba, a aviação faz parte da história da família. Nascida em São Paulo, cresceu acompanhando a carreira do pai, Arnaldo Alba, também comandante da LATAM Cargo. Aos 19 anos, após estudar e trabalhar nas áreas de Comércio Exterior e Administração, decidiu seguir o mesmo caminho. Conquistou suas licenças, tornou-se instrutora de voo e ingressou na LATAM diretamente na operação cargueira, tornando-se a primeira mulher, em 15 anos, a assumir o comando de uma aeronave de carga da companhia.

Na rotina de Juliana, cada operação exige planejamento e atenção às características da carga transportada. Medicamentos e frutas, por exemplo, podem demandar controle rigoroso de temperatura para preservar suas condições até o destino. Já operações em aeroportos com condições geográficas ou operacionais mais complexas exigem preparação e treinamentos específicos.

Entre as experiências mais marcantes de sua carreira está um voo dedicado exclusivamente ao transporte de cavalos. A operação ilustra a diversidade de produtos e animais transportados pela aviação cargueira e a importância dos cuidados específicos para garantir sua segurança durante o trajeto.

“Na aviação cargueira, precisamos estar sempre preparadas para mudanças. A responsabilidade é grande, principalmente pelas características das cargas que transportamos e pelas particularidades de algumas operações. É um trabalho que exige muita atenção e conhecimento“, conta Juliana.

MAIS AVIADORAS

Apesar das diferenças entre suas trajetórias, Claudine e Juliana compartilham o desafio de construir carreira em uma profissão historicamente ocupada por homens. Para ambas, ampliar a presença feminina nos cockpits também significa criar referências para que novas gerações enxerguem a aviação como uma possibilidade profissional.

Claudine acredita que sua trajetória ajuda a demonstrar que competência técnica, liderança e capacidade de decisão não dependem de gênero. Juliana, por sua vez, espera que mais mulheres tenham acesso às oportunidades de formação e crescimento na aviação cargueira.

Atualmente, a LATAM Airlines Brasil conta com 94 mulheres pilotos, que representam 4,1% de seus 2.287 tripulantes. O percentual está ligeiramente acima da média global de 4%, segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

Para contribuir com a ampliação da participação feminina no setor, a companhia desenvolve iniciativas de atração e formação profissional, incluindo vagas afirmativas, mentorias e parcerias com instituições de ensino.

Entre elas está o Proa Direta, projeto que aproxima pilotos da LATAM de pessoas interessadas em seguir carreira na aviação e que já realizou dez edições desde 2025. Outra iniciativa é a Escola LATAM de Mecânicos, criada no mesmo ano, que conta com mais de 30% de mulheres entre seus bolsistas.

Neste Dia do Aviador, as histórias de Claudine e Juliana mostram que, independentemente da geração ou do tipo de operação, a profissão exige preparo, responsabilidade e colaboração. Também reforçam a importância de ampliar o acesso às carreiras da aviação, formando profissionais que ajudam a conectar pessoas, transportar produtos essenciais e contribuir para o desenvolvimento do setor.

Informações da LATAM

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