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LATAM mantém planos de novas contratações e recebimento de novos aviões apesar da alta histórica do combustível

O CEO da LATAM Brasil, Jerome Cadier, destacou que a empresa não fará corte de rotas para conter a alta dos custos com combustível, mas sim ajustes pontuais enquanto mantém o ritmo de contratações e entregas.

Com o querosene de aviação em alta histórica, representando para a LATAM um aumento de custo de 52% no terceiro trimestre deste ano, que se reflete num gasto US$ 520 milhões maior que no mesmo período do ano passado, alguns ajustes de voos serão feitos, mas não passarão de 0,5% da malha, aponta o executivo.

“A gente tinha uma previsão de crescimento para este ano aqui no Brasil, na faixa, se vocês olharem na publicação dos resultados do segundo trimestre, a gente falava de uma faixa entre 8% e 9% de crescimento para o mercado doméstico brasileiro nesse ano de 2026, então já era um ano de crescimento que vinha de outros quatro anos de crescimento anteriores“, destacou o CEO em coletiva de imprensa durante a divulgação dos resultados financeiros do trimestre.

Jerome afirmou que foram feitos ajustes de frequências em rotas que já contam com vários voos por dia, com corte de um ou dois voos diários, mas sem deixar de atender destinos ou cortar uma rota por completo: “Então teve ajuste? Teve, mas foi 0,5% da malha da LATAM, a gente continua se comprometendo com o que a gente tinha de plano de frota para esse ano e para o ano que vem“.

A previsão da LATAM é que o grupo como um todo encerre o ano de 2026 com 409 aeronaves, sendo 12 novos jatos E195-E2 da Embraer, contando com os dois já recebidos e os dez que serão entregues nos próximos 60 dias.

Para 2027, a perspectiva é que o número de aviões Embraer dobre para 24, e o de jatos da família A320neo passe de 93 para 109, com a chegada de mais dois Boeing 787-9 Dreamliner, enquanto a frota das aeronaves 767 e 777 se manterá estável, terminando o ano com 426 jatos em operação.

Já para o ano de 2028, o plano atual é ter mais 26 aviões que no ano anterior, sendo 35 novos aviões A320/A321neo e cinco novos 787 Dreamliner, enquanto serão retirados de serviço dois Boeing 767 e 12 jatos A319/A320ceo.

“A nossa previsão de frota, de recebimento, por exemplo, do Embraer E2 ou dos A320neo, continua igual para o ano que vem, e a previsão de contratação também permanece igual. E minha suposição é que a gente vai continuar fazendo ajustes pontuais na nossa malha, mas que não vão ser de forma nenhuma radicais“, concluiu Cadier.

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