
O Grupo Lufthansa vê na compra da TAP uma oportunidade para ampliar sua participação no tráfego aéreo do Atlântico Sul e incorporar Lisboa à sua rede de centros de conexão. Durante a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, o CEO Carsten Spohr afirmou que a operação pode gerar até € 450 milhões em sinergias líquidas anuais.
Segundo o executivo, o grupo detém atualmente 9% de participação nos fluxos de tráfego do Atlântico Sul, ocupando a sexta posição nesse mercado. A TAP, por sua vez, possui uma fatia de 11%. Juntas, as empresas alcançariam 20%, patamar que, na avaliação de Spohr, colocaria a Lufthansa em linha com seus principais concorrentes.
“Atualmente, temos apenas 9% de participação nos fluxos de tráfego do Atlântico Sul, ocupando somente a sexta posição. Com a TAP e seus 11% de participação, chegaríamos a 20% combinados, o que nos colocaria em linha com nossos principais concorrentes”, declarou.
Além do ganho de participação, Spohr destacou a importância de Lisboa como um novo centro de conexões para o grupo. O executivo também apontou as capacidades já estabelecidas da TAP nas áreas de manutenção, reparo e revisão de aeronaves, transporte de cargas e programas de fidelidade como elementos que reforçam o interesse pela companhia portuguesa.
“A TAP acrescenta Lisboa como um novo e atraente centro de conexões, complementado por capacidades consolidadas em manutenção, cargas e também fidelidade nesse mercado em crescimento”, afirmou o CEO.
O CEO também disse que a expectativa é de que a transação contribua positivamente tanto para a meta de retorno sobre o capital empregado, indicador conhecido pela sigla ROCE, quanto para o lucro por ação do grupo.