
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que irá atrás de quem colaborou com o copiloto que tentou sequestrar a aeronave da Flydubai nesta semana.
O jato 737 MAX 8 sofreu uma tentativa quando o copiloto, de nacionalidade do Omã e nome ainda não revelado, esfaqueou o comandante indiano Smit Machchhar e tentou derrubar o Boeing 737 MAX 8 ao realizar uma descida quase na vertical, em que o avião ultrapassou os 1.100 km/h de velocidade de solo.
Como o heroico comandante Machchhar conseguiu abrir a porta e passageiros detiveram o copiloto, o atentado foi frustrado e todas as vidas foram salvas. Agora ambos os pilotos, o herói e o terrorista, foram transferidos para os Emirados Árabes Unidos, sendo o primeiro ainda hospitalizado, mas se recuperando, e o segundo em custódia.
Netanyahu destacou que as investigações serão feitas em conjunto pelas autoridades emiratenses e israelenses, e que “com o passar do tempo o cenário vai ficar mais claro. Yaniv e seus amigos, incluindo o comandante, preveniram um desastre como um 11 de setembro. O terrorista, um islamista de visão acanhada, veio para destruir este avião em particular. Veremos agora com o andar da investigação de onde ele foi enviado. Quem enviou ele pagará um preço muito alto“.
מי ששלח את הטייס הזה ישלם מחיר כבד מאוד pic.twitter.com/C4sDXRuR2r
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) October 2, 2026
Informações preliminares da própria inteligência israelense apontam que o copiloto tinha se tornado extremista há não muito tempo e que publicamente pregava palavras de ordem contra Israel e quem fosse contra o Islã, mesmo vivendo num país extremamente aberto ao exterior e numa empresa aérea que tem como base a multinacionalidade.
Segundo a Lei Federal 7/2014 dos Emirados Árabes Unidos, no Capítulo 1 da Seção 2, cita-se no seu artigo 5 que “qualquer pessoa que tome posse de qualquer meio de transporte no ar, terra ou mar para o propósito de terrorismo será punida com prisão perpétua“. No segundo inciso deste mesmo artigo é destacado que “a penalidade deverá ser de morte ou perpétua se tal ato criminal resultar em ferimento de qualquer pessoa, ou caso o criminoso resista às autoridades com força ou violência“.
A pena de morte só seria obrigatória caso alguém tivesse falecido em consequência do ataque no voo. Como não foi o caso, a depender dos trâmites legais e caso ele de fato seja processado nos Emirados, o copiloto deverá ter prisão perpétua.





