Netanyahu afirma que copiloto da Flydubai era islâmico e diz que “quem o enviou pagará um preço muito alto”

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que irá atrás de quem colaborou com o copiloto que tentou sequestrar a aeronave da Flydubai nesta semana.

O jato 737 MAX 8 sofreu uma tentativa quando o copiloto, de nacionalidade do Omã e nome ainda não revelado, esfaqueou o comandante indiano Smit Machchhar e tentou derrubar o Boeing 737 MAX 8 ao realizar uma descida quase na vertical, em que o avião ultrapassou os 1.100 km/h de velocidade de solo.

Como o heroico comandante Machchhar conseguiu abrir a porta e passageiros detiveram o copiloto, o atentado foi frustrado e todas as vidas foram salvas. Agora ambos os pilotos, o herói e o terrorista, foram transferidos para os Emirados Árabes Unidos, sendo o primeiro ainda hospitalizado, mas se recuperando, e o segundo em custódia.

Netanyahu destacou que as investigações serão feitas em conjunto pelas autoridades emiratenses e israelenses, e que “com o passar do tempo o cenário vai ficar mais claro. Yaniv e seus amigos, incluindo o comandante, preveniram um desastre como um 11 de setembro. O terrorista, um islamista de visão acanhada, veio para destruir este avião em particular. Veremos agora com o andar da investigação de onde ele foi enviado. Quem enviou ele pagará um preço muito alto“.

Informações preliminares da própria inteligência israelense apontam que o copiloto tinha se tornado extremista há não muito tempo e que publicamente pregava palavras de ordem contra Israel e quem fosse contra o Islã, mesmo vivendo num país extremamente aberto ao exterior e numa empresa aérea que tem como base a multinacionalidade.

Segundo a Lei Federal 7/2014 dos Emirados Árabes Unidos, no Capítulo 1 da Seção 2, cita-se no seu artigo 5 que “qualquer pessoa que tome posse de qualquer meio de transporte no ar, terra ou mar para o propósito de terrorismo será punida com prisão perpétua“. No segundo inciso deste mesmo artigo é destacado que “a penalidade deverá ser de morte ou perpétua se tal ato criminal resultar em ferimento de qualquer pessoa, ou caso o criminoso resista às autoridades com força ou violência“.

A pena de morte só seria obrigatória caso alguém tivesse falecido em consequência do ataque no voo. Como não foi o caso, a depender dos trâmites legais e caso ele de fato seja processado nos Emirados, o copiloto deverá ter prisão perpétua.

Mateus Santana
Mateus Santana
Fascinado por aviões desde pequeno é piloto comercial de aeronaves na América do Norte

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