
A Pratt & Whitney pretende continuar evoluindo os seus motores atuais ao invés de investir em uma tecnologia disruptiva na próxima geração de propulsores aeronáuticos.
A fabricante americana hoje tem como principais produtos os motores PW GTF, que são as famílias PW1100, PW1500, PW1700 e PW1900. Esses motores são utilizados nas aeronaves da família A320neo da Airbus, além de serem os motores exclusivos dos jatos Airbus A220 e Embraer E2.
Desde o lançamento, ocorreram vários problemas com o motor, que incluem apagamento em voo e geração de pó metálico, fazendo com que boa parte da frota das três famílias de aeronaves que utilizam esses motores ficasse em solo. Hoje, esse problema está praticamente resolvido, com previsão de ser extinto até o final do ano que vem.
Em entrevista ao portal Leeham News & Analysis, o presidente da divisão comercial de motores da P&W, Rick Deurloo, afirmou que a empresa fará uma nova geração do GTF, batizada inicialmente como NextGen2 Geared Turbo Fan. O executivo não quis dar detalhes sobre quais melhorias seriam incorporadas e qual economia de combustível é almejada.
Porém, ele destacou que não irá para o modelo open-fan, em que os rotores ficam expostos ao ar, como se fosse uma espécie de turboélice. Esse modelo, segundo Deurloo, tem enfrentado resistência das fabricantes, como a Boeing, principalmente quanto à possibilidade de separação de uma pá da fan do motor, atingindo a fuselagem e gerando um resultado catastrófico, como vimos recentemente com o Boeing 737.
Isso poderia ser causado tanto por uma falha estrutural não prevista ou detectada quanto por colisão com pássaros, por exemplo. A concorrente GE também não está seguindo por essa linha, por enquanto, apesar de destacar que nunca ocorreu algo do gênero com suas novas fans de materiais compostos.
Dessa maneira, restará apenas a Rolls-Royce como desenvolvedora atual dessa tecnologia. As fabricantes de aviões, como a Airbus e a Embraer, têm “segurado” seus novos projetos aguardando o lançamento de novos motores, afirmando que as melhorias aerodinâmicas que estão sendo desenvolvidas, se combinadas com os motores atuais, não justificariam o investimento em um novo projeto, já que ele teria um custo elevado de aquisição para um benefício limitado às companhias aéreas.





